Olá amigos. Eu sei, este tema já foi muito esmiuçado. O que acontece é que enquanto as coisas não saírem do campo do “nim”, devemos continuar a falar.
Foi aprovado há já algum tempo a possibilidade de um doente escolher em consciência, como quer ser tratado quando estiver moribundo. É o chamado testamento vital. Ora, isto é um meio-termo para satisfazer os médicos que apoiam a eutanásia e os que são contra, não satisfazendo ninguém. Decide-se que não se quer ser reanimado, porém não se permite a morte medicamente assistida, mesmo que a qualidade de vida seja quase nula. Para esses casos existem cuidados paliativos (mas só para alguns).
Cuidados paliativos significam a maioria das vezes uma morte lenta e indolor de um corpo sem chama, isto se os cuidados não forem descuidados.
Sendo assim entramos num impasse em que os devotos da eutanásia querem morrer desenfreadamente às mãos de um médico. Por outro os devotos dos cuidados paliativos deixam ao cuidado de “deus” (e da morfina) o seu fim.
Pois bem, ninguém se entende. O que afinal é melhor?
Imaginem um homem que se quer suicidar, mas não se quer aleijar, então vai ao médico para lhe dar um sódio pentobarbital e morre. Isto é morte assistida ou assassinato consentido?
E os cuidados paliativos? São cuidados, ou um acto religioso para que sejam os desígnios de deus a ditar o caminho do doente (bastante drogado e provavelmente inconsciente)?
O segredo, penso eu, é o equilíbrio entre a eutanásia e os cuidados paliativos.
Não se pode generalizar. Não se pode matar por matar, nem viver por viver.
Não obstante, não se pode proibir ou restringir nem uma coisa nem outra.
Cada caso é um caso e deve ser analisado em consciência.
A vida é o bem mais importante que temos!
Quanto às palavras. Essas são maior parte das vezes proferidas com ligeireza e envoltas em superficialidade que fica bem, está na moda.
Sim à vida quando é vida. Não há vida quando acaba.
I`ll smell you all later
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Olá amigos.
Digamos que sou apologista de música com substância, em que se sintam as palavras, as pausas, enfim, em que se sinta a melodia. Assim sendo, deixem-me apresentar-vos o Sr. Jeff Buckley. Teve pouco tempo para viver, mas as músicas dele são marcas profundas da sua personalidade e das suas crenças. As letras e a melodia estão em perfeita sintonia. Tudo faz sentido nas palavras e na forma como ele as compõe. Intensidade pura. Para mim o album Grace é um dos melhores albuns alguma vez composto. Não só pela qualidade, mas, acima de tudo, porque faz sentido.
Vou-vos deixar com a música homónima do album.
Espero que gostem!
I`ll smell you all later
(Ah,para não terem trabalho em googlar a letra, eu deixo-a a seguir)
there's the moon asking to stay
long enough for the clouds to fly me away
well it's my time coming, i'm not afraid to die
my fading voice sings of love,
but she cries to the clicking of time
oh, time
wait in the fire...
and she weeps on my arm
walking to the bright lights in sorrow
oh drink a bit of wine we both might go tomorrow
oh my love
and the rain is falling and i believe
my time has come
it reminds me of the pain
i might leave
leave behind
wait in the fire...
and i feel them drown my name
so easy to know and forget with this kiss
i'm not afraid to go but it goes so slow
Digamos que sou apologista de música com substância, em que se sintam as palavras, as pausas, enfim, em que se sinta a melodia. Assim sendo, deixem-me apresentar-vos o Sr. Jeff Buckley. Teve pouco tempo para viver, mas as músicas dele são marcas profundas da sua personalidade e das suas crenças. As letras e a melodia estão em perfeita sintonia. Tudo faz sentido nas palavras e na forma como ele as compõe. Intensidade pura. Para mim o album Grace é um dos melhores albuns alguma vez composto. Não só pela qualidade, mas, acima de tudo, porque faz sentido.
Vou-vos deixar com a música homónima do album.
Espero que gostem!
I`ll smell you all later
(Ah,para não terem trabalho em googlar a letra, eu deixo-a a seguir)
there's the moon asking to stay
long enough for the clouds to fly me away
well it's my time coming, i'm not afraid to die
my fading voice sings of love,
but she cries to the clicking of time
oh, time
wait in the fire...
and she weeps on my arm
walking to the bright lights in sorrow
oh drink a bit of wine we both might go tomorrow
oh my love
and the rain is falling and i believe
my time has come
it reminds me of the pain
i might leave
leave behind
wait in the fire...
and i feel them drown my name
so easy to know and forget with this kiss
i'm not afraid to go but it goes so slow
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Eu estou-te a ver

Orwell descreveu no seu livro “1984” o que seria um sociedade repleta de câmaras, onde todos pudéssemos ver o que outros estariam a fazer. O que naquela altura surgia como profecia da evolução dos tempos, torna-se hoje um dado adquirido. Meus amigos, nós estamos a ser escutados e vistos a quase toda a hora.
Eu passo a explicar. Numa semana onde estreou um novo reality show ao estilo Big Brother, não pensem que eles são os únicos observados. Pelo menos eles podem receber por isso.
Escutas telefónicas, câmaras de vigilância em todos os lados, até as nossas mensagens são sujeitas a um “filtro” e no caso de conterem palavras “perigosas”, podem ser coscuvilhadas.
Por isso aqueles “coitados” da TVI, não são coitados coisa nenhuma. Retardados? Talvez. Mas com certeza vão tirar o proveito que procuram, a tão almejada fama.
Sem querer entrar em críticas, pois muitas vezes aqueles que criticam são os que mais consomem esse género de conteúdos, acho que programas deste “calibre” são uma amplificação do que existe no nosso dia-a-dia. Afinal de contas, tudo se vê, tudo se sabe, tudo se ouve.
Assustador? Sim, muito.
O mais arrepiante são as audiências de tal género de concurso. Isso significa que nós somos os arquitectos da sociedade que temos. Se corroboramos comum programa assim, então temos de aceitar o que existe à nossa volta.
Nós espiamos a vida dos outros na esperança que a nossa faça sentido. Procuramos a desgraça alheia, para podermos relativizar a nossa. Gostamos de ver pessoas a “cair” , porque nós nem tentamos andar.
Olhar para a vida dos outros faz-nos muitas vezes sentir melhores, mas não melhora a nossa vida, apenas a tapa.
Por todas estas razões, não sou hipócrita ao ponto de “bombardear” este género de conteúdos, porque o conteúdo existe conforme a procura. A verdade é que até nós decidirmos que este tipo de coisas já não fazem sentido, elas vão continuar a saturar a nossa vista, vão cansar-nos (ou não) e apenas nós temos poder para dizer “basta”, ou continuar.
A escolha é vossa!
I`ll smell you all later
terça-feira, 28 de setembro de 2010
BUUUUH

Medos. Vimemos muitas vezes em função deles. Escondemo-nos deles, fugimos deles.
Toda uma parafernália de esquemas manhosos para não lidarmos com estes “senhores”.
Todavia, deixamo-nos muitas vezes afectar e o nosso sistema manifesta-se sobre a forma de nervos.
Nervos significam responsabilidade, podem ser construtivos, mas quando descontrolados podem ser redutores. Depois vêm os ataques de pânico, o tique tac desenfreado da nossa máquina, a sensação incapacitante, o sufoco iminente, o mundo visto de forma turva.
Existem medos que se transformam em fobias.
Sabem uma que não gostava de ter? Pantofobia (não, não é medo de pantufas, se bem que algumas podem ser assustadoras). Esta fobia significa muito simplesmente ter medo de tudo.
Acham impossível? Ponham-se na vossa pele. Quantas vezes não saíram de casa com medo de serem assaltados? Quantas vezes deixaram de fazer aquele convite, com medo da rejeição? Quantas vezes evitaram passar por aquele sítio escuro e poeirento, com medo do que de lá pudesse surgir? Quantas vezes encobriram uma mentira, ou omitiram, com medo de represálias? Quantas vezes viram uma pessoa aflita e não fizeram nada, por não saberem bem o que fazer?
De certeza que isto tudo já vos sucedeu, acontece que quem sofre de Pantofobia vive estes medos de uma forma muito mais intensa, quase paranóica.
Ora vamos lá ver, apesar disso, nós acabamos por ser um pouco pantofóbicos, limitamos a intensidade dos momentos, com medo que dessa intensidade venha a resultar algo doloroso.
Obviamente não podemos seguir à risca o cliché “vive cada momento como se fosse o último”, caso contrário iria ser muito penoso (“ai pai, eu sei que me mandaste comprar batatas, mas não resisti em comprar aquele LCD, olha não tens dinheiro na conta está bem?”). No entanto, não podemos viver em função do medo. Fujam quando tiver que ser e enfrentem-no nas alturas certas.
I`ll smell you all later
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Que raio de ideia é essa, hein?

Olá amigos. Sem mais rodeios, hoje vou falar-vos de mudanças de opinião.
Mas o que distingue uma opinião de uma ideia? Bem, uma opinião deverá ser ponderada, alicerceada, tendo por base a nossa cabeça e não uma simples reprodução da opinião dos outros. Se é uma opinião correcta? Não, pois é apenas uma opinião. Mas por ter uma base devidamente fundamentada, é pois difícil de “arrancar”.
Quanto às “ideias”, essas são mais vagas. São, muitas vezes, supérfluas, artificiais (não são nossas), enfim as ideias vão e vêm, as opiniões são mais permanentes.
Agora, pensando melhor, vou falar-vos de mudanças de ideias (foi preciso dar-vos seca para perceber que queria antes falar disto, perdoem-me meus caros blogueiros armagedistas).
Uma ideia foge num ápice, se não vejam os jornais. Quem ontem foi o salvador, hoje é o idiota (e não, não estou a falar de ninguém do futebol, é no geral).
Por isso mudar de ideias é normal, pode ser saudável e é muitas vezes essencial para crescermos.
Agora não se esqueçam que com algumas mudanças de ideias, advêm mudanças de cenários, de guiões, de enredo, de protagonista (sim, sim, lá estou eu a tornar a vida num filme).
A vida é isso mesmo, um filme (agora limitado a 3h, não podem haver filmes mais longos que isso, o Avatar tinha 3h30 min, teve de ser cortado, thanks lord). Anyway, com o decorrer das filmagens, o filme pode ir mudando de rumo, às vezes isso reflecte-se nas receitas de bilheteira, mas talvez se deva sacrificar as receitas em nome da qualidade, não é?
Bem, vou deixar-vos uma música que muito me diz…
Dá-lhe Jamie!
I`ll smell you all later
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Popcorn time

No outro dia fui ao cinema (nada de novo, visto que o faço com alguma assiduidade).
O filme alvo foi The Box, por sinal baseado num episódio da série Twilight Zone (Button Button ), que me fez pensar. Hoje vi outro filme (ok, no meio destes dois sou capaz de ter visto outros tantos). No caso de hoje o filme que, finalmente, visionei foi Before Sunrise.
Em comum têm o facto de terem diálogos intensos e fabulosos, para além de uma forma de serem filmados muito rara nos dias que correm. Bem, é melhor apresenta-los um a um.
The Box é um filme do Richard Kelley (Donnie Darko), com a sempre bela Cameron Diaz (a melhor interpretação dela até hoje). A história é simples; dão-vos uma caixa com um botão e, no caso de o pressionarem, ganham um milhão de dólares, todavia uma pessoa morrerá. Que fariam vocês?
Eu (como estou sempre a dizer) não gosto de spoilers, por isso não me vou adiantar muito na história. Digo apenas que argumentos destes quase nos obrigam a repensar a nossa condição humana. Conseguiremos ter atitudes verdadeiramente altruístas, totalmente desprovidas daquele interesse inerente a quase todas as nossas acções?
Além disso o ambiente recriado no filme é genial. O tipo de filmagem (acho que se diz Mise en scène) é sufocante, obriga-nos a estar atento e teletransporta-nos para a realidade da acção.
Agora falemos de Before sunrise. É verdadeiramente um filme envolvente e que transpira sinceridade. Dois estranhos (sexos diferentes, se não o que vos contaria a seguir ficaria mais alternativo) conhecem-se num comboio e Jesse convence Celine a sair ligeiramente mais cedo do transporte a fim de ir passear com ele o dia a Viena (era suposto ela ir para Paris).
Os planos de Viena são muito vistosos e existem alturas em que a cidade se torna protagonistas e os protagonistas espectadores da cidade. Quanto às falas dos personagens, o que posso dizer é que são de tal modo normais, que acabam por ser marcantes. Isto porque os diálogos não se querem pomposos e pretensiosos, querem-se crus, reais, substanciais, que contem a história sem rodeios e “empiriquitamentos”. Esta história torna-se bela, precisamente por se centrar nas palavras e não no show off.
Enfim, acho que acertei nos filmes.
I`ll smell you all later
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Setembro sempre tu

Ai sweet September! Sweet o tanas! Com a breca meus amigos, estava eu tão bem em agosto e…Puff. Setembro. Sabem o que isso significa? Que agora o meu horário vai ser outro (ou melhor, vai passar a existir). Nos poucos dias que este mês tem posso, desde já dizer, que, juntamente com muitos estimados companheiros, bati o recorde de tempo jogado do fantástico Trivial Pursuit edição do ano 1825 (e não! Não era o Trivial Pursuit da Playstation ou do PC, era um bem poeirento).
Novo mês, novas decisões a serem tomadas, mudanças, adaptações, enfim tudo o que o início de um ciclo representa. Coisas boas, coisas más, a vida a seguir o seu rumo. Nunca me podendo esquecer que sou eu que giro à volta do mundo e não o contrário.
Mais um mês, mais um ano (talvez seja desta que ponho em prática tudo o que prometi em anos transactos, talvez não).
Bem, ficou aqui o meu desabafo.
“Now I'm going through changes”
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