quinta-feira, 8 de abril de 2010

Síndrome de Frasier


Olá amigos... Hoje resolvi falar do Síndrome de Frasier... "Com a breca" meus senhores, senti-me tão, mas tão pequenino quando vi uma reportagem a falar deste síndrome no programa 30 minutos da rtp1.
Senti-me um perfeito anormal. Vivo centrado em problemas, que de problemas têm pouco, comparado com estes seres humanos, que todos os dias lutam para serem felizes.

Imaginem o que é não ver a luz do dia, nem conhecer o que são palavras (das mais belas, às mais mundanas). Síndrome de Frasier consiste numa ausência de vias oculares e auditivas, fazendo com que estas pessoas venham ao mundo desprovidas dos dois mais importantes sentidos.

Tentar perceber o que é isso, é impossível. Nem nós percebemos o que é não ver ou ouvir, nem eles têm presente esses conceitos. Por isso, não se pode dizer que eles sintam falta. Esse sentimento implica que algum dia tenham tido consciência do que é a visão, ou a audição (que para nós são elementares).
Vivem limitados toda a vida. Descobrem um mundo muito próprio, através do tacto. As mãos acabam por ser os seus olhos e ouvidos.

Para além de tudo, muitos destes indivíduos têm problemas cognitivos, malformações ao longo dos membros, maior parte nem chega à idade adulta. Apesar dos pesares, não os vejo como coitadinhos.
O sentimento de pena revela complexos de superioridade e, sinceramente, somos tão mais pequenos que eles. Há muitos casos de pessoas com este síndrome que são mentalmente capazes , que reagem todos os dias para aprenderem mais, interagem através das mãos e vivem, sendo felizes à maneira deles.
Eu sei que é difícil imaginar felicidade com tais limitações. Bem, se calhar às vezes não ver nem ouvir poupa-nos muito sofrimento. Enfim, dentro dos nossos parâmetros de felicidade é inconcebível ser feliz daquela forma. Pensem que os parâmetros deles são diferentes, são as pequenas coisas, que a nós nem nos beliscam, mas que são a chave para a sua alegria.
E não seriamos nós mais alegres se soubéssemos dar valor às pequenas coisas que nos rodeiam?
Um abraço, um beijo, um passeio, um sorriso, uma conversa, um olhar, um jogo de ténis, um jogo de futebol com os amigos, um pôr-do-sol bonito, uma lua cheia.

Pensem nisso...

I`ll smell you all later

terça-feira, 6 de abril de 2010

Cheira a paixão (ou então não)


Pois bem amigos, hoje decidi-vos falar de toda a química envolta no olfacto.
A verdade é que toda a mecânica do cheiro pode ser um factor determinante durante o processo da paixão, atracção, enfim, dessas coisas.
Cheiros compatíveis, podem gerar pessoas compatíveis, e assim sendo, paixões compatíveis.
Porém o facto de um dos lados se sentir atraído pelo cheiro da outra pessoa, isso não significa que o contrário suceda.
Estudos recentes (e atenção a estes estudos, que são no mínimo originais), indicam que existe um gene (MHS) responsável por esta compatibilização (ou não) entre os pares.
Agora vamos à parte em que vos conto o estudo (americano claro). Meteram um grupo de pessoas durante uma semana sem tomar banho e verificaram, ainda assim (credo), que no final dessa semana (e mesmo apesar do aroma a “sovaquinho”), havia pessoas que se identificavam mais com o cheiro de determinada pessoa do sexo oposto. Através desta, vá “badalhoquice”, eles aferiram que isso significa que apesar da camuflagem do cheiro (através de perfumes, cremes, não tomar banho), a essência específica do ser humano continua lá e isso pode gerar a proximidade entre os pares.
Obviamente a personalidade, o contacto visual, e a convivência com a pessoa, gera também essa atracção, quem sabe, paixão. Não obstante, o olfacto é o primeiro dos sentidos a entrar em acção no que toca às coisas do romance.
Cheiros compatíveis podem gerar pessoas compativéis, mas essa resposta só o tempo pode ditar… Por isso o meu concelho é… Cheirem muito a pessoa de quem gostam (mas não de forma “creepy”)!
E como diz o ditado … “Um cheiro vale mais que mil palavras” (pronto eu sei que não é bem assim, mas vocês percebem não é?)

Ah, claro e depois quando encontram o vosso cheiro compatível é mais ou menos como no vídeo a seguir (exerto retirado do filme 500 Days of Summer):

I`ll smell you all later

domingo, 4 de abril de 2010

Feliz Páscoa

Olá meus amigos. Apesar de não ligar a épocas festivas, decidi deixar-vos um vídeo que se adequa (de uma forma muito pouco ortodoxa) à ocasião. Sim, porque os marretas se aplicam a qualquer época do ano!

E viva as amêndoas de chocolate da Páscoa!



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quinta-feira, 1 de abril de 2010

eles andam ai


Olá amigos! Quinta-feira foi a gota de água! Estava eu bem sentado no meu comboio (não é bem meu, é da C.P., mas enfim) quando de repente oiço:
"Venha ao pingo doce de Janeiro a Janeiro, bla bla bla...", isto dito por uma menina com os seus 4 anos, repetindo a melodia até fazer derreter a paciência ao mais casto santo.

Apeteceu-me ir ter com a menina e dar-lhe um chupa-chupa a ver se ela se calava.

Pois bem, tenho mesmo de desabafar. Odeio aquelas musicas que são feitas para nos atormentar e que nos perseguem a cada recanto.

Vou fazer um top 4 das músicas vá, mais podres (no sentido lato do conceito) que existem, mas que não nos deixam o cérebro respirar.

4º Lugar - Todas as músicas dos genéricos das novelas portuguesas.
Porque raio é que as novelas têm o nome do refrão da música. "Deixa que te leve", "Perfeito coração", isto só para dar dois exemplos.
Deixo a sugestão para fazerem uma novela com o nome, "Queres Ketchup Maria" , "Garagem da vizinha", ou quem sabe "a minha sogra é um boi" , fica a sugestão no ar.

3º Lugar - Gaivota, dos Amália Hoje... Oh meu deus, conseguiram transformar um poema tão bonito, que a Amália cantou tão bem, numa forma sofisticada de tortura psicológica... Nunca gostei da música, mas confesso que conseguia ouvi-la sem me queixar. Agora é diferente. Até em casa de banhos eu já ouvi essa música, fora as novelas, anúncios, amigos (ou não) que a cantam constantemente.


2º Lugar - Música do pingo doce. Dói! Dói tanto! Os meus ouvidos choram cada vez que eu a oiço. Sem falar naqueles senhores do anúncio. Juro que se tivesse filhos, não os deixava aproximar daqueles senhores.


1º - Lugar - I got a feeling dos feijão-frade - Meu deus! Sou perseguido por essa. Agora até metem os jogadores da bola a cantá-la (o liedson não sabe a letra, deve ser o único). Porquê? Rádios, anúncios, puxa ... Juro que se fosse serial killer, ui! Era sangue desde o pingo doce até aos senhores do BES.


Bem, há outra música que não me sai da cabeça. Mas dessa gosto muito. E é com essa que vos deixo por hoje. Esperando que a minha próxima semana seja tão soalheira como esta.



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terça-feira, 30 de março de 2010

Lei de Murphy


Olá meus amigos! Antes de mais quero referir que hoje a minha manhã teve um sol muito fixe. O pior foi a tarde, onde decidi bater de frente com a lei de Murphy. Confesso-vos que doeu um bocado.
Eu passo a explicar.

"Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará" (enunciado da lei de Murphy)

Bem, deixem-me explicar a história do Sr. Murphy (os amigos chamam-lhe lucky bastard).
Pois bem, ele era um engenheiro aeroespacial. Foi incumbido de fazer testes sobre a tolerância do homem à gravidade. Estava ele já todo excitado com a ideia e tal, quando exactamente na altura em que ele estava a fazer o teste, os sensores falharam. O mais engraçado é que ele não reparou logo, então só depois de horas intensivas de testes é que percebeu que os sensores não tinham registado absolutamente nada.
Nessa altura ele deve ter dito mais ou menos isto (só que em estrangeiro, pois ele era um azarado fino); "Com a breca, está aqui uma pessoa a trabalhar para depois estes sensores não funcionarem. Juro que nunca mais vou aquele chinês!"

Enfim, digamos que hoje à tarde me aconteceu mais ou menos isto, bem não foi bem isto, aliás eu nem sou engenheiro. Tive azar foi o que foi.
Apesar de tudo vou-me deitar a sorrir (é a melhor maneira de afastar o azar)

E agora, depois de um dia cheio de acontecimentos nada melhor que relaxar um pouco, não é?

Lembrei-me de vos deixar esta música (Esta tem dedicatória! Sim, sim é para ti que estás a ler!)



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sábado, 27 de março de 2010

Um dia escrevo num pacote de açucar



Olá meus amigos. Devo-vos confessar que gosto muito destes pacotes de açúcar. Há pensamentos para todas as ocasiões e para todas as pessoas. Confesso que existem algumas frases bem pirosas, mas, a verdade é que, até essas são giras. Não é a qualidade da frase que importa, é o objectivo a que se propõe que interessa. Podemos encontrar declarações amorosas, vontades desenfreadas, desejos escondidos, frases tolas, enfim, de tudo um pouco.

Um dia destes escreverei para lá... Tenho algumas ideias que vou partilhar a seguir:

"Um dia deixo de beber café para não ficar com dentes amarelos"

"Um dia começo a estudar, de forma a acabar o curso em menos de 10 anos"

"Um dia paro de ser tão viciado em friends"

"Um dia começo a usar as linhas para escrever"

"Um dia vou tornar este blog espectacular, ou então deixo-o assim"

Enfim aceito sugestões (vá pessoal! Toca a sugerir frases para eu enviar ao sr/sra Nicola)



I`ll smell you all later



Se podia tomar café sem procurar o pacote de açucar certo?
Poder podia, mas não seria a mesma coisa!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Contra-luz


Contra-luz (Backlight) é a nova aposta do cinema Português para o mercado internacional. Até aqui nada de mais. A novidade é que, desta vez, este filme parece ser realmente bom.

Do realizador Fernando Fragata (fez o Sorte Nula), Contra-luz apresenta-se como um filme despretensioso, com uma premissa simples; a natureza auto-destrutiva do homem.

Filme gravado na sua totalidade na terra do tio Sam, e falado em inglês (nada labrego, espero), conta no seu elenco com actores Americanos desconhecidos e com o nosso "semi-holliwoodesco" Joaquim de Almeida. E agora a surpresa... Admirem-se! Este filme não tem qualquer participação do Nicolau Breyner (não escreve, produz, realiza, nada). Portanto, aqui temos a primeira inovação do filme. Não tem o Sr. Nicolau.

Falando agora do Trailer. Achei-o super original e cativante. Começa com umas palavras sinceras de António Feio e depois apresenta uma cena simples (speechless), que mostra um homem e a sua luta exasperante interior.

Enfim, um filme a não perder. A estrear algures no Verão.

Deixo-vos o trailer a seguir.



I`ll smell you all later