terça-feira, 27 de abril de 2010

3 Portas Abaixo


Olá amigos. Bem, hoje venho-vos falar (caso ainda não tenham percebido) dos 3 Doors Down. Banda originária do Mississipi (o pior estado Americano, é a Amadora dos States), porém isso não impediu aqueles três amigos (Matt, Todd e Brad) de tentarem a sua sorte no mundo da música.
O primeiro obstáculo deles foi o facto de nenhum ter cantado na vida. O Brad Arnold era baterista, o Matt Roberts guitarrista e Todd Harrell o baixista. Foi então que o Brad disse "Eh pah, eu acho que posso tentar cantar até arranjarmos um vocalista decente", pois, o certo é que ele gostou tanto de cantar que se mantém como vocalista (e dos bons) até hoje.
Próximo passo: arranjar um nome.
Para quem pensa que a solução não está ao virar da esquina, desenganem-se! Estavam os três amigos no cruzamento de uma rua e o Brad reparou num cartaz (colado num prédio). Estava em más condições mas dava para ler o fim, que dizia "Doors Down". Então o Brad sugeriu, "Olhem lá e se o nome da banda ficasse 3 Doors Down? Somos três e Doors Down soa-me bem", eles replicaram imediatamente "eh pah oh Brad, és muita labrego!". Nasceram assim os 3 Doors Down. Importa reter que, obviamente, os diálogos não foram exactamente assim (foram ditos em estrangeiros), se fosse em Portugal a banda arriscava-se a chamar "Remax", "Era", ou então, "Ilizete Imobiliária".
Agora que já tinham vocalista e nome faltava o mais importante, fazer música fixe.
E assim aconteceu!
Deixo-vos com Duck and Run. Grande música e grande videoclip, muito bem dirigido pelo senhor Marc Webb (realizador do filme 500 days of Summer).



I`ll smell you all later

domingo, 25 de abril de 2010

Ary


Olá meus amigos. Começo este post por vos revelar os meus poetas portugueses preferidos do século XX. São eles, David Mourão Ferreira (O lamechas), Fernando Pessoa (O esquizofrénico) e Ary dos Santos (O intervencionista). Por hoje, vou-me limitar a falar do Ary.
Meu deus! Lá escrever ele escrevia. Que espadas aguçadas ele empunhava contra os malfeitores da altura. Usava as palavras como armas, de uma forma que mais ninguém sabia. Camuflava as balas (enfim, e o pessoal da PIDE não era muito esperto, o que tornava a missão dele bem mais fácil), além disso era um autor. Escreveu para a Simone de Oliveira, para a Amália, para o Fernando Tordo (a música Tourada é um verdadeiro hino contra a opressão do regime que vigorava em Portugal).

Ele era um lutador, não se vergava a ninguém e as suas palavras ficaram para sempre.

Actualmente existe um grupo de meninas (Rua da Saudade é o nome do grupo) que o homenageiam, recriando músicas por ele tão bem escritas.
E como é bom relembrar quem tanto fez por este pais. Não é só com força bruta que se faz revoluções, as palavras também revolucionam.

Deixo-vos agora com o meu poema preferido dele.


O Cacilheiro
Ary Dos Santos

Lá vai no Mar da Palha o Cacilheiro,
comboio de Lisboa sobre a água:
Cacilhas e Seixal, Montijo mais Barreiro.
Pouco Tejo, pouco Tejo e muita mágoa.

Na Ponte passam carros e turistas
iguais a todos que há no mundo inteiro,
mas, embora mais caras, a Ponte não tem vistas
como as dos peitoris do Cacilheiro.

Leva namorados, marujos,
soldados e trabalhadores,
e parte dum cais
que cheira a jornais,
morangos e flores.
Regressa contente,
levou muita gente
e nunca se cansa.
Parece um barquinho
lançado no Tejo
por uma criança.

Num carreirinho aberto pela espuma,
la vai o Cacilheiro, Tejo à solta,
e as ruas de Lisboa, sem ter pressa nenhuma,
tiraram um bilhete de ida e volta.

Alfama, Madragoa, Bairro Alto,
tu cá-tu lá num barco de brincar.
Metade de Lisboa à espera do asfalto,
e já meia saudade a navegar.

Leva namorados, marujos,
soldados e trabalhadores,
e parte dum cais
que cheira a jornais,
morangos e flores.
Regressa contente,
levou muita gente
e nunca se cansa.
Parece um barquinho
lançado no Tejo
por uma criança.

Se um dia o Cacilheiro for embora,
fica mais triste o coração da água,
e o povo de Lisboa dirá, como quem chora,
pouco Tejo, pouco Tejo e muita má


Não gosto de ver o cacilheiro partir... Deixa sempre saudade. Bem, mas como ele retorna, eu lá me aguento. Anyway, O senhor Ary era o maior da aldeia!

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terça-feira, 20 de abril de 2010

Beatles


Bem, numa semana onde encontraram LSD (pré-histórico) no quintal do Sr. John Lennon (espero que não vasculhem o meu! Se bem que só vão encontrar ossos), decidi-vos deixar uma música da banda de garagem dele (uns tais Beatles, acho eu).
Apesar de o John e o Paul serem os mais conhecidos, eu gosto mais do George, mais discreto e, na minha opinião, o melhor compositor.
Só é pena que nunca ninguém se lembre dele (pior que ele, só o Ringo). Lembrei-me agora de uma história que prova que se esquecem, sempre, do George Harrisson. O Frank (Sinatra) tem um cover do Here Comes the Sun (Letra e Música do George). Ora, estava o Frank a cantar a música e no final, “ah e tal queria agradecer ao John por esta magnifica composição musical”. Coitado do George, ninguém lhe liga, é o que dá ser discreto. Era tão talentoso como os outros, só que mais recatado. Apesar de tudo, tenho de referir que o Sr. Frank uns tempos depois emendou o erro. “Ah porque o Here Comes the Sun é uma brilhante música, escrita pelo GEORGE HARRISSON).
Assim sendo, deixo-vos a música. Obrigado Georgie. (Agora em estrangeiro) You rock!


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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Macdonalstico!!


“Com a breca” meus amigos. Como é que eu fiquei 19 anos sem saber disto? Há ok, vocês ainda não sabem do que vos vou falar.

Pois bem, venho-vos aqui falar de perspectivas de futuro. A partir de hoje vou olhar de outra maneira para os trabalhadores do MacDonalds (ou então não). Vou passar ao que interessa, venho-vos comunicar da existência de uma Universidade chamada, nada mais, nada menos, que “Hamburguer University” (propriedade do MacDonalds). E já existe desde 1962. Puxa, a partir de agora quando me dirigir a um estabelecimento deste género vou dizer “Boa tarde Sr. Doutor/a, gostaria, se não fosse incómodo que me vendesse um Mcflurry de oreo, e um pacote de batatas”.

Nesta universidade (situada no estado americano de Illinois) tiram-se cursos como, gestor comercial (do MacDonalds), Gerente de loja (do MacDonalds) e limpa chão (do MacDonalds, bem, este curso se calhar não existe, mas nunca se sabe).

Eu cá já sei para onde vou se o meu curso não correr bem. “Ah e tal, vou estudar para os States, vou ser doutor e gerir empresas”, talvez omita a parte, “Vou ser Copeiro para o MacDonalds de Massamá ou quem sabe (sim porque eu aspiro às estrelas) de Rio de Mouro”.
Devo dizer que isto se pega, porque exportaram esta universidade para a China. É agora que os chineses vão ficar todos gordos.
Enfim, vou fazer as malas.

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vaticamos? No way



Se há coisas que me irritam são a arrogância, a altivez, a prepotência e a incapacidade de assumir os erros. Pois bem, se há instituição que ao longo dos anos tem vingado à custa de tais adjectivos, é a igreja católica.
Assumo-me como agnóstico, com uma relação muito própria com o mundo que os meus olhos não alcançam. Acredito em algo superior, mas não no deus instrumentalizado e falso criado por esta instituição.
Respeito todas as religiões, agora não me peçam para aderir a cultos, fanatismos, racismos, descriminações.
A verdade é que ao longo dos anos esta igreja viveu à parte das leis do mundo térreo. Cultivando o ódio pelas raças, pela orientação sexual “incomum”, instaurando os seus próprios métodos de tortura, negando por completo o conhecimento cientifico, sendo inflexível em todos os aspectos e, acima de tudo, camuflando imperfeições.
Obviamente, os padres além de tudo são homens. Cheios de imperfeições, pecados. Não me oponho a isso, faz parte da nossa condição humana. Somos muitas vezes animais obstinados e simplesmente abdicamos de pensar. Porém, e como é pregado por todos eles, “errar é humano, perdoar é divino”. Então porque raio é que eles se acham tão à parte dos erros terrenos?
Para mim a gota de água, foram os recentes desenvolvimentos sobre os casos de molestação de menores (e sim, isso já se passa há décadas). À luz de todas as evidências, ainda não ouvi um único “Desculpem, erramos!”. Antes pelo contrário, tentam arranjar subterfúgios que os impugnem.
Certo é que ao longo dos tempos os padres molestadores nunca foram entregues à justiça dos homens. Por serem “especiais” é o patrão deles que lhes irá tratar de arranjar um castigo. Até esse dia, eles vão sendo “descentralizados”, vitimizando mais inocentes.

Enfim a igreja vai apodrecendo e enterrando-se a cada dia que passa.
Terá esta religião salvação possível?
Não sei, para isso era necessário bom senso.
Fico à espera!

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Green eyes

Olá meus amigos. Declaro que esta música é minha ! Acima de tudo pelo que ela representa para mim.
Gosto tanto da música (e do seu significado)... Enfim, ouvir esta música deixa-me feliz...E isso é fixe!

Sem grandes palavras para acrescentar hoje, deixo-vos com a letra e a música.


Honey you are a rock
Upon which I stand
And I come here to talk
I hope you understand

That green eyes, yeah the spotlight, shines upon you
And how could, anybody, deny you

I came here with a load
And it feels so much lighter, now I�ve met you
And honey you should know, that I could never go on without you

Green eyes

Honey you are the sea
Upon which I float
And I came here to talk
I think you should know

That green eyes, you�re the one that I wanted to find
And anyone who, tried to deny you must be out of their mind

Cause I came here with a load
And it feels so much lighter, since I met you
Honey you should know, that I could never go on without you

Green eyes
Green eyes

Ohohohohooooo
Ohohohohooooo

Ohohohohooooo
Ohohohohooooo

Honey you are a rock
Upon which I stand




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domingo, 11 de abril de 2010

It`s a secret



“Segredos”… Todas as pessoas os têm (e o meu cão também, pois eu não sei onde ele esconde os ossos). Apesar de vivermos rodeados deles, será que conseguimos chegar a um consenso sobre o seu sentido, utilidade e validade?
O dicionário define segredo como: O que há de mais escondido; o que se oculta à vista, ao conhecimento.
Reduzir este conceito a uma frase é limitá-lo muito. Um segredo é das coisas mais abstractas e menos consensuais que podem existir.
Einstein considerava-os essenciais ao processo de criação artística, “O segredo da criatividade é saber esconder suas fontes.", comentava ele. Kurt Kobain morreu afogado numa data deles, apesar de serem a possível fonte da sua inspiração. Uma vez disse “Se os meus olhos mostrassem a minha alma, todos, ao me verem sorrir, chorariam comigo”, o que demonstra quão perturbante podem ser os segredos.
Este paradoxo gerado à volta dos segredos (são bons por um lado e maliciosos por outro), faz com que eu pense que podem ser perigosos. Facilmente podem gerar mentiras.
Todavia, há muitas coisas que devemos guardar para nós. Se a nossa alma fosse transparente, provavelmente não teríamos amigos. Sendo assim, há que saber lidar com a linha ténue que separa um segredo necessário de uma mentira secreta.
Pitágoras disse (esta é a minha preferida): "Não cometas nenhum acto vergonhoso nem na presença de outros nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."

Fugindo agora ao tema, aptece-me deixar-vos com esta música. Os police são fixes!



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