“People are strange, when you're a stranger, faces look ugly when you're alone” (Doors)
Hoje não gosto especialmente do tema de que vos venho falar… Pessoas.
Pessoa – No tempo dos romanos pessoa significava máscara. Os actores daquela época “apessoavam-se” e desempenhavam assim o papel de “pessoas”.
Hoje em dia ser pessoa implica ser racional e pensante. John Locke (e não, não é o Locke do Lost) define uma pessoa como 'um ser inteligente e pensante dotado de razão e reflexão e que pode considerar-se a si mesmo aquilo que é, a mesma coisa pensante, em diferentes momentos e lugares'.", isto é, pessoa que tem consciência da “pessoa” que é (perdoem-me a redundância, mas quero mesmo ressalvar o sentido desta palavra).
Após uma primeira análise vemos que a palavra em si sofreu uma evolução, passou de uma simples máscara para um ser vivo. Todavia, a nova geração de pessoas também usa uma “máscara”, que muitas vezes cai e é por isso que eu cada vez mais gosto de animais e perco toda a minha fé nas pessoas.
Isto de ter consciência do que somos, torna-nos responsáveis pelos nossos actos não é? Bem, o que eu acho é que com tal poder devíamos evitar certas inconsciências. Se temos assim tanta percepção de nós próprios, porque raio estamos sempre a ceder aos nossos instintos mais irracionais? Como dizia o tio do Peter Parker, “With great power comes great responsability”. Por vezes esquecemo-nos do poder que temos.
Volto a frisar “people are strange” e acrescento (vou adulterar uma frase do meu filme favorito, vejam se descobrem qual é), People are like boxes of chocolat, you never know what you gonna get”
Sim, somos todos uma cambada de mascarados, só que às vezes a máscara é nossa, outras vezes não e acaba por cair. Enfim, “That`s just the way it is”
Deixo-vos com o Sting (é uma pessoa bacana)
I`ll smell you all later
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O sonho do sonho do sonho

Olá meus amigos! Estamos no auge na silly season. Está tudo em modo de férias.
Na tv reinam as reposições, no cinema os blockbusters desconchavados.
Porém não se pode generalizar. Na TV estão a repor “Conta-me como foi”, uma das series portuguesas que, pese o facto de ser uma adaptação espanhola, tem uma autenticidade e uma genuinidade magistrais, verdadeiro serviço público.
Quanto à sétima arte, numa época que se pensa tola em termos cinematográficos, temos sido bafejados com blockbusters que conseguem alhear à parte comercial a parte criativa. E como isso é difícil nos dias que correm!
Destaco o Toy Story 3 e o Inception. Um marca o fim de uma era o outra pauta o inicio de um novo género.
Quem cresceu com o Toy Story, como eu, sabe quão imperdível seria este filme e assim foi.
As surpresas começaram logo no inicio, com a curta “Night and Day” (não confundir com o filme da Cameron), bem, mas como não gosto de spoilers não vou adiantar nada desta curta, digo apenas que… Adoro as curtas metragens da Pixar.
Falando agora do Toy Story…. “Crianças deixem passar que este filme é mais para nós do que para vocês” , esta frase correu mundo e não poderia estar mais acertada.
Este filme dito para crianças, põe a minha geração em pulgas. Os filmes deviam ser todos assim, acabarem quando devem acabar, sem serem esticados e perderem qualidade. Toy Story não só não perdeu, como ainda ganhou. O que ganhou? Sem querer avançar muita coisa, tenho mesmo de dizer que… O Buzz vai falar espanhol (ai, como eu chorei a rir nessa parte).
Um termina outro começa.
Inception é o inicio definitivo de um novo género cinematográfico, O género Nolan. Cristopher Nolan consegue sempre deixar a sua marca em todos os seus filmes, mesmo quando deambula entre géneros, desde a ficção científica, à acção, enfim, é o estilo dele.
Em inception verificamos que a única pesquisa que ele fez para fazer o filme foi à sua própria cabeça. Este realizador ganha por ter um poder estrondoso de observação, conseguindo passar para a tela tudo a que se propõe. Neste caso ele não se limita a sonhar, ele sonha com o sonho do sonho. Além disso consegue planos majestosos (Em 2D, portanto não precisam de usar óculos totós).
Querem saber mais? Vão para o cinema e vejam, que eu não sou vosso criado.
Querem 3D? Vão ao teatro (ou vejam o Toy Story 3, mas só mesmo porque não há em 2D)
Fui um pouco agressivo hein? Bem, agora vou ser fofinho.
Vejam se aproveitam para ir ao cinema, teatro, jardins, praias, acampar, namorar e não se esqueçam de cuidar dos vossos animais, tem estado muito calor, não se esqueçam de lhes dar água, comida e pelo menos 5 min. de atenção. Não pensem só em vocês!
I`ll smell you all later
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Isso não é voar, é cair com estilo!

Olá amigos! Confesso que, ultimamente tenho andado um pouco afastado do blog. Não pensem que a culpa é minha, pelo menos eu reparto-a com todas as coisas a que eu tenho investido tempo. Mas hoje vou voltar à carga no blog.
Sabem que mais? Estreou esta quinta o Toy Story 3 (já estreou lá para os lados do tio Sam à umas semanas mas enfim, deve ter vindo de barco para Portugal e lá se demorou mais). Há anos que esperava por isto, cresci a pensar que os meus bonecos se mexiam, porque depois de brincar com eles, tinha uma enorme dificuldade em reencontra-los.
D.T. (Depois de Toy Story), quando a minha mãe dizia “ Nunca sabes onde pões os brinquedos”, eu respondia, “Mãe, vê o Toy Story, a culpa é deles!”.
E assim a Pixar e a Disney voltam à carga com (espero eu) um dos melhores filmes do ano, se não for, vale sempre a pena ir ao cinema, ainda que não seja para prestarmos homenagem ao final desta trilogia que marca a minha geração. D.T. eu nunca mais arrumei o quarto. “Oh mãe, as calças e as T-Shirts têm vida própria, conspiram contra mim, juro que elas estavam arrumadas!”
Deixo-vos com o lendário "sou teu amigo sim"
To the infinity and beyond
quinta-feira, 15 de julho de 2010
xxxxxiu

Música baixinha, luz a meio gás (eu sei que faz mal aos olhos), palavras a não querer fluir. Há algum médico na sala?
Acho que os meus batimentos cardíacos, não são os mesmos.
Enfim, o que acabei de descrever, muitos já sentiram e viveram, por razões diferentes.
As cores que o vosso coração tem no momento em que sentem tais coisas, vão ser o presságio, do que tais sintomas significam.
Eu explico, estes sintomas podem significar, simultaneamente ou individualmente um batalhão de coisas. Amor, ódio, angústia, dúvida, dor, tensão alta, não se ter pago a conta da luz (dai a luz a gás). Quiçá, tudo junto.
Um coração embrulhado em negrume, apaga sorrisos, consome almas. Um coração que imane todas as cores, emite branco e é assim que deve ser um coração. Claro, límpido e multifacetado!
O meu hoje está para o preto (deve ter sido alguma coisa que comi).
Bem, para terminar e em altura de Cool Jazz Fest (a decorrer entre Mafra e Cascais), deixo a minha contribuição (grande música, grande voz).
I`ll smell you all later
sábado, 10 de julho de 2010
The Invisible

Baseado no romance homónimo de Christine Roum e realizado por David S. Goyer (argumentista de Flash Forward, Heroes e do filme The Dark Knight); The Invisible é um filme (e um livro), que não nos deixa indiferentes.
O conceito é uma metáfora à humanidade. Nick Powell é um jovem adolescente brilhante,mas um pouco egocêntrico, a ultrapassar a morte recente do pai. A sua mãe é uma “workaholic”, que o quer dissuadir do seu grande sonho, ir para o Reino Unido tirar um curso de literatura.
Sem querer adiantar muito do filme, o momento em que a história nos é apresentada, é quando, no dia em que ele decide fugir para o Reino Unido, é espancado por um Gang de adolescentes, que o pensa ter matado. Porém, ele permanece meio vivo, ou meio morto, depende da perspectiva filosófica da coisa. Nick atinge a fronteira ténue de uma morte/vida latente. O problema, é que ele pensa estar vivo e começa a pairar no mundo como uma espécie de homem invisível. Quanto ao seu corpo, bem, esse continua enterrado e prestes a sucumbir, só que ele não se apercebe, inicialmente, disso.
Quando finalmente compreende a sua situação, luta contra o tempo para se salvar e fugir da sua invisibilidade e poder, finalmente, viver.
Pois bem meus amigos, conseguimos facilmente adaptar esta história, a muitas “histórias” de pessoas que conhecemos. Obviamente essas pessoas não incorporam o Homem invisível de forma literal, mas acabam por ser “invisíveis”, porque se escondem da vida. Por medo talvez. Medo de errar, de sofrer, de morrer. Só que isso faz parte da nossa experiência aqui. Temos que nos consciencializar que somos virgulas no universo, não somos pontos finais. Por isso quando estamos em cima do muro, temos de escolher para que lado queremos saltar, se não vamos estagnar no cimo de um, qualquer, muro sem que ninguém nos possa ver, conhecer e, quem sabe (não garanto), gostar de nós.
I`ll smell you all later
domingo, 27 de junho de 2010
Oceano Pacífico

Olá amigos! Did you miss me? Tenho andado um pouco ocupado com as minhas coisas e não tenho tido lá muito tempo para dar atenção ao meu blog. Anyway (e enquanto não conseguir que o meu dia tenha 26h) lá vou tentando arranjar um bocadinho para escrever.
Pois bem, hoje vou falar-vos do meu amigo João Chaves (apesar de ele não saber quem eu sou). Ele é o apresentador do programa radiofónico "Oceano Pacífico" (RFM). Ao longo destas ultimas décadas ele tem-nos sabido "dar música" , faz-nos companhia escolhendo a playlist ideal para se relaxar enquanto se estuda, para adormecer, para dedicar músicas na rádio. Enfim o Johny é o maior da aldeia. Ele juntamente com o seu inglês "labregão" ("e agora fiquem com Ai Donta wanna miss a shing dos Arosmid"), tornam algumas das minhas noites mais agradáveis. Isto sim é serviço público.
Vá, e agora vou ligar a rádio no Oceano Pacífico, espero que não se afogue (Ok Ok, foi uma péssima piada, mas eu prometo não a reproduzir novamente)
I`ll smell you all later
sábado, 12 de junho de 2010
Apita o comboio

Nós fugimos do tempo a sete pés. Só é pena não nos conseguirmos esconder. As memórias são o resultado do tempo que parece tão perto, mas já está tão distante.
Quando temos 10 queremos ter 20, quando temos 20 queremos ter dez.
Quando alcançamos os 40, queremos ter 20.
Bem amigos, a verdade é que o tempo segue o seu caminho a eito. Não o podemos parar, recuar, ou enganar. Só nos resta fazer correr o seu rumo da melhor maneira que consigamos.
Apesar da teoria, na prática torna-se impossível aceitar o curso imutável que a nossa vida, por vezes, segue.
Recriar o que foi, imaginar o que vai ser, falhar redondamente nas duas acções; fazemos isto constantemente.
No final, podem-nos roubar a juventude, mas não nos roubam a alma. Essa permanece com a idade que lhe quisermos dar.
Eu cá, apetece-me ter 5 anos (só hoje, prometo). E vocês?
“Stop this train
I want to get off and go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't but honestly won't someone stop this train”
(tinha mesmo de plagiar esta estrofe do meu amigo John (Mayer), deixo-vos a música a seguir (oiçam-na, que não se vão arrepender).
I`ll smell you all later
Assinar:
Postagens (Atom)