quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Greve, Gazeta e afiliados


Olá amigos! Parece-me que eles andam ai…
Quem? (perguntam vocês num coro quase ensurdecedor)
Os grevistas/manifestantes/gazeteiros/baldas.
Não me interpretem mal. A greve é um direito que nos assiste. Mas assim como tudo, é um direito que devemos usar com sapiência. Temos o direito a manifestarmo-nos e o dever de não nos perdemos nas justificações.
Lembro-me que há uns tempos houve críticas enormes porque as greves calhavam sempre às sextas, ou às segundas (curioso), então os sindicatos passaram a reivindicar greves às quartas.
E chegamos a um ponto que eu acho essencial. Os sindicatos!
Supostamente, foram criados para representar os seus trabalhadores, todavia hoje verifica-se a existência de quase um sindicato por trabalhador. Confuso não é?
O ponto chave é que os valores estão em mudança permanente. E, sinceramente, faz-me imensa confusão a manipulação a que somos sujeitos de todos os lados. Ora a comunicação social filtra informação conforme lhe convém, ora os sindicatos decidem tudo e começam a falar em nome do proletariado sem os consultar, ora o Governo diz “ma que cousa, no passa nada” (eu vi o Padrinho Part II hoje, ainda estou na onda Italiana) e para eles está sempre tudo bem. Enfim, que rebaldaria.
Os verdadeiros grevistas (cujos direitos estão a ser bem utilizados) perdem-se no meio dos outros (que sobre direitos não sabem nada). Por uns pagarão sempre outros tantos. O que outrora era um mecanismo de luta pelos direitos, tornou-se uma competição de meninos pequenos. Em que os milhentos sindicatos (criados quase de forma aleatória) tentam bater o pé ao “Big fish” (mais uma vez peço desculpa pelo meu linguajar à Dom Corleone).
No fim pagam aqueles que têm motivos para fazer greve, mas que não podem, porque os que não têm razão lhes ficaram com as vagas.
Mais que as crises, a falta de dinheiro, a negatividade. Mais que tudo isto o que me preocupa são, a falta de pensamento auto-critico, de consciencialização, a falta de valores (ou os valores trocados). As pessoas já não falam, só gritam.
I`ll smell you all later
P.S. – Deixo-vos um vídeo que me fez fazer greve da sopa (greve essa anunciada à minha família através do sindicato criado por mim e que me representa a mim e ao meu cão)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O inconsciente, o ego, o superego, o Shrek e as cebolas.



Olá amigos! Estão bons?
Analisando o título deste post é normal que surja a dúvida: “Mas será que ele vai continuar a pôr títulos parvos?”
Não é esta a pergunta que quero. É mais: “O que raio têm o inconsciente, o ego, o superego o Shrek e as cebolas em comum?”
A resposta é clara. Shrek é o Freud dos desenhos animados, se não vejamos.
“Os ogres são como cebolas. Têm camadas” (Shrek)
“A personalidade está dividida em extractos” (Sigmund Freud)
Vêm a similitude? Não? (parvos pah)
Imaginemos que nós somos ogres (uns mais que outros) e por consequência somos como as cebolas.
Freud dizia que estávamos divididos em inconsciente (ID), Ego e Superego
Imaginem que a casca da nossa cebola (personalidade) é o ego, a camada imediatamente a seguir é o superego e a camada mais interior é o inconsciente.
Começando pelo inconsciente (a parte mais interior da cebola que nos faz chorar de forma incontrolável). Este age à revelia da nossa consciência, faz o que quer e lhe apetece instintivamente, e sem encadeamentos morais ou lógicos (é com este que além de chorar, fazemos chorar os outros). É inapto e é a primeira “camada” a aperecer.
Com a experiência externa cria-se a casca, o Ego que nos confere protecção, ajudando-nos no que toca às interacções com o mundo exterior, sendo esta a camada mais activa da nossa personalidade. Age de forma mais lógica e defendo-nos das agressões externas (por exemplo quando optamos por estar calados, para não nos zangarmos, ou quando somos parvos compulsivamente para não nos deixarmos os outros nos conhecer). Por fim temos a camada intermédia, o superego. Acabando por ser a camada intermediária e gerente do ego e do inconsciente. O superego decide quando quer deixar os outros chorar, ou quando apenas quer deixar a casca a descoberto. Sendo por isso o concelheiro moral da cebola.
E pronto, é tudo por hoje.
I`ll smell you all later

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Oh Hi there!



Olá meus amigos. Antes de mais, as minhas sinceras desculpas às inúmeras pessoas que consultam o meu blog com assiduidade (portanto as 4 ou 5, contando comigo). A verdade é que tenho andado um pouco ausente, as responsabilidades assim o obrigam (mas continuo a procurar uma espécie de magia que consiga esticar o meu tempo).
Bem, pelo menos tenho arranjado tempo para ir ao cinema (“Network” está muito fixe e o “novo” spiderman entra lá e parece ter talento). Continuo a arranjar tempo para ver uma ou outra série (agradecimento especial à meo box, que me tem deixado gravar Parenthood e How I met your mother). Anyway…
Numa altura em que tenho de me focar em cadernos contendo frases sonolentas, nada melhor que arranjar uma boa banda sonora.
Confesso ter tirado da net (ilegalmente claro) o Album do Simon e Garfunkel de 1970 “Bridge over trouble water”. Decidi então, blogar uma das músicas. O problema é que gosto de todas (E agora?).
Vou pôr duas, espero que gostem!

I`ll smell you all later


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Que mentira!


Olá amigos. Tenho uma pequena (grande) dúvida. Quem é que foi o sujeito (ou sujeita, para não dizerem que sou sexista) que inventou a mentira?
A população feminina do blog, logo se apressará a dizer que foi um homem. “Ah e tal o homo erectus chega a casa às tantas e diz para a sua mulher erectus que esteve a caçar, quando no entanto esteve erectus foi com outra”.
Por outro lado a população masculina dirá que foi a mulher; “Ah gostas da minha pancinha, achas sexy? Mentira”.
Sinceramente interessa quem tem a patente da mentira? (Se bem que eu acho que são os moços da TVI, que insistem em dizer que fazem programas de qualidade, anyway…)
Já pensaram como seria o mundo sem a mentira? Seria melhor ou pior?
“O jantar está bom filho?” “Não mãe, está uma bela porcaria!”
“Achas-me mais gorda” “Sim, pareces um barril de pólvora com um aeródromo a fazer de rabiosque!”
Enfim, concluo que a mentira (assim como quase tudo na vida) é necessária e boa, se for bem utilizada.
Não devemos mentir (como diz a minha mãe). Mas não devemos causar sofrimento e tristeza nos outros, se esta for desnecessária. As chamadas “white lies” permitem-nos viver em sociedade. Não obstante, a mentira pode se descontrolar, expandir-se e tomar proporções catastróficas (olhem para a guerra do Iraque, ou para a generalidade dos políticos).
A verdade é que sem mentira não havia cinema, teatro, literatura. A problemática surge quando o cinema extravasa para a realidade e passamos a viver num mundo feito do faz de conta.
Hoje nos dias que correm toda a gente parece ser mas não o é. Vivemos em constantes crises de identidades e, às pás das tantas, não sabemos o que é verdade e o que não o é. Isto porque quando a mentira é profunda, torna-se a nossa verdade.
Por isso; usem a mentira com cuidado e não se percam dentro dela!
I`ll smell you all later
P.S Vejam o filme “the invention of lying”, é de rir e chorar por mais.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Méeeeeeh


Olá amigos. Estão bons?
Ah! Não se preocupem, é o mesmo blog e (para o bem e para o mal) continuo a ser eu o responsável. A questão era que estava farto daquelas cores (agora que penso nisso, eram feias. Enfim, também não quero ser decorador). Sendo assim resolvi mudar a “cara” do Armagedão. Quanto ao conteúdo. Bem, esse vai continuar o mesmo.
Posto isto e não tendo mais nada a dizer (por hoje, obviamente) vou indo.
Cumprimentos,
A gerência.
P.S. Fiquem com slide away dos Oasis e (porque há coisas que nunca mudam) I`ll smell you all later.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Eutanásia

Olá amigos. Eu sei, este tema já foi muito esmiuçado. O que acontece é que enquanto as coisas não saírem do campo do “nim”, devemos continuar a falar.
Foi aprovado há já algum tempo a possibilidade de um doente escolher em consciência, como quer ser tratado quando estiver moribundo. É o chamado testamento vital. Ora, isto é um meio-termo para satisfazer os médicos que apoiam a eutanásia e os que são contra, não satisfazendo ninguém. Decide-se que não se quer ser reanimado, porém não se permite a morte medicamente assistida, mesmo que a qualidade de vida seja quase nula. Para esses casos existem cuidados paliativos (mas só para alguns).
Cuidados paliativos significam a maioria das vezes uma morte lenta e indolor de um corpo sem chama, isto se os cuidados não forem descuidados.
Sendo assim entramos num impasse em que os devotos da eutanásia querem morrer desenfreadamente às mãos de um médico. Por outro os devotos dos cuidados paliativos deixam ao cuidado de “deus” (e da morfina) o seu fim.
Pois bem, ninguém se entende. O que afinal é melhor?
Imaginem um homem que se quer suicidar, mas não se quer aleijar, então vai ao médico para lhe dar um sódio pentobarbital e morre. Isto é morte assistida ou assassinato consentido?
E os cuidados paliativos? São cuidados, ou um acto religioso para que sejam os desígnios de deus a ditar o caminho do doente (bastante drogado e provavelmente inconsciente)?
O segredo, penso eu, é o equilíbrio entre a eutanásia e os cuidados paliativos.
Não se pode generalizar. Não se pode matar por matar, nem viver por viver.
Não obstante, não se pode proibir ou restringir nem uma coisa nem outra.
Cada caso é um caso e deve ser analisado em consciência.
A vida é o bem mais importante que temos!
Quanto às palavras. Essas são maior parte das vezes proferidas com ligeireza e envoltas em superficialidade que fica bem, está na moda.
Sim à vida quando é vida. Não há vida quando acaba.

I`ll smell you all later

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Olá amigos.
Digamos que sou apologista de música com substância, em que se sintam as palavras, as pausas, enfim, em que se sinta a melodia. Assim sendo, deixem-me apresentar-vos o Sr. Jeff Buckley. Teve pouco tempo para viver, mas as músicas dele são marcas profundas da sua personalidade e das suas crenças. As letras e a melodia estão em perfeita sintonia. Tudo faz sentido nas palavras e na forma como ele as compõe. Intensidade pura. Para mim o album Grace é um dos melhores albuns alguma vez composto. Não só pela qualidade, mas, acima de tudo, porque faz sentido.
Vou-vos deixar com a música homónima do album.
Espero que gostem!

I`ll smell you all later

(Ah,para não terem trabalho em googlar a letra, eu deixo-a a seguir)

there's the moon asking to stay
long enough for the clouds to fly me away
well it's my time coming, i'm not afraid to die
my fading voice sings of love,
but she cries to the clicking of time
oh, time

wait in the fire...

and she weeps on my arm
walking to the bright lights in sorrow
oh drink a bit of wine we both might go tomorrow
oh my love

and the rain is falling and i believe
my time has come
it reminds me of the pain
i might leave
leave behind

wait in the fire...

and i feel them drown my name
so easy to know and forget with this kiss
i'm not afraid to go but it goes so slow