domingo, 16 de outubro de 2011

Laranja Mecânica


Olá amigos. Com a breca, cada vez actualizo menos o blog. Eu sei que muitos não se importam (principalmente aqueles que nunca cá vieram e aqueles que já vieram e não voltaram), no entanto eu insisto em manter isto vivo.

Hoje vou-me meter na política (oh não isto vai fechar). Não para ser politicamente correcto, mas acima de tudo, para achincalhar, gozar e, como bom português, mal dizer.

Vou começar por falar-vos do ex-namorado da Fá da girlsband Doce (acho que se chama Passos Coelho). Ora, o rapaz é todo virado para as direitas, sem dúvidas. De ressalvar que como tem maioria absoluta, pelo menos está a tentar uma abordagem diferente. Porém, o problema aqui é que pedimos uns “trocos” emprestados à “troika estrangeira” (citando Jerónimo de Sousa). Sendo assim, antes de pensarmos na cura, vamos rezar para não morrer do remédio. Antes de podermos pensar em melhorar, temos de pensar em pagar. Mais, para isso precisamos de conseguir umas “massas” valentes, sem afundar mais o barco. Ora, para fazer tudo isto é preciso muita ginástica intelectual e não ligar a todas as vozes que se levantam por cada “pum” que o Primeiro-ministro dá.

Se estas medidas são as mais correctas? Podem não ser (sacanas aumentaram-me o cinema, mas a coca-cola continua com 6% de IVA). Todavia, pelo menos alguém está a tentar salvar isto e pela primeira vez em muito tempo não estamos a viver acima das nossas posses.

Este post teve pouca piada. Nunca mais me meto na política (not).

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Coisas estranhas na nossa casa – 1



Olá amigos. Tão bons? (vou supor que não, por estarem a gastar tempo aqui).

Hoje trago-vos aqui toda uma temática interessante. Vim falar nada mais, nada menos do que de Bidés. Inventado em mil oitocentos e troca o passo, o bidé, ou para ser exacto o bidet (em francês), foi criado numa época em que os hábitos de higiene tendiam para a badalhoquice. Assim sendo, a rainha de França dizia sentir-se suja e queria muito lavar a patareca. É então que um qualquer fiel súbdito cria uma espécie de recipiente oval onde ela poderia finalmente chapinhar e ser feliz. Pois bem, ainda hoje toda a santa casa de banho possui um bidé. No entanto, a prática do bidé começa a cair em desuso, as pessoas usam somente a banheira. Deixando o bidé como recipiente para lavar os chinelos da praia. Meus amigos, isso é descriminação. Cadê o chape chape tão almejado pelo senhor bidé? Pelo menos usem-no para lavar os pezinhos. Ou para aquelas horas de aperto em que a sanita está ocupada e vocês querem verter líquidos. Descriminar é que não! Ele carece de atenção. Como se pode descriminar uma porcelana tão bonita e com tanta história. Para além disso o nome fica no ouvido e é bonito de se dizer.

Próximos capítulos: Piaçaba (não é para ser usado somente como ornamento)

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Amigo

Faz amanha 5 meses que eu perdi o meu companheiro mais fiel e mais verdadeiro (para que não haja dúvidas, estou a falar do meu cão Grant`s). Ele agora deve estar a curtir que nem um cão no céu dos cães. Se ele fizer dos céus o que fazia nos meus canteiros, mandam-no cá para baixo num instante. No fundo era isso que eu queria, tê-lo cá em baixo comigo. Obviamente (ou não), eu não acredito nessas coisas de céus e afiliados religiosos, porém nestas crenças adorava que me provassem o contrário. Adoraria que houvesse algo mais que isto, enfim já estou a divagar.
Hoje o que eu queria focar é a falta que aquele animal me faz. Sim, os animais são o reflexo dos sentimentos dos donos e nós moldamo-los à nossa imagem e acreditamos que eles são seres pensantes e com inteligência. Bem, a ciência contraria-nos nisso, mas que se lixe a ciência. Ele era um amigo, inteligente, podia não ser uma inteligência do género intelectual, mas claramente o bicho tinha uma inteligência emocional. Sabia quando eu estava bem e vinha ter comigo para me derrubar. Sabia quando eu estava mal e vinha ter comigo para me consolar (lambidelas style).
Sinto falta de ir aos canteiros e ver ossos enterrados. Tenho pena de não ter passado mais tempo com ele. Se calhar até o podia ter tratado melhor, ou dado mais atenção agora na última fase dele. A questão é que nós no nosso egoísmo achamos sempre que eles vão estar cá. E isso pode se aplicar a muita coisa. A verdade é que agora a casa está mais vazia. Procuro conforto nas fotos e nas imagens mentais daquele estupor que me estragava tudo cá em casa. Mas era o meu estupor e eu adorava-o. O amor que sentimos pelos animais e que eles sentem por nós é dos sentimentos mais puros que existem, sem qualquer base em interesses. Eles só querem ser nossos amigos e eu quis sempre ser amigo dele (tirando as alturas em que ele me estragava os chinelos e me furava as bolas de futebol).
No final ficam as lembranças e até as coisas que me faziam arrancar cabelos (“Grant`s não estragues o canteiro!”) agora são motivo de sorrisos de saudade.
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segunda-feira, 18 de julho de 2011

O que fazer num primeiro encontro


Bem, para começar é importante a vestimenta. Nesse sentido, é importante que não seja demasiado elaborada, para não mostrarmos demasiado interesse. No entanto também não deve ser demasiado simples, pois temos de nos destacar de qualquer “zé da esquina” que ande a rondar.

Em relação ao sitio, não devemos começar por leva-la a um espaço muito caro, caso contrário, habituá-la-emos mal. Num primeiro encontro é necessário leva-la a um sitio onde se possa conversar e mostrar interesse no que ela diz. Atenção, cinema não é sítio de primeiro encontro, é incómodo e não dá para falar e, caso ainda não tenha ocorrido o primeiro beijo, ela vai estar a prestar mais atenção ao filme do que a vocês.

Agora falemos no que mostrar no 1º encontro. Ao contrário do que se pensa, é importante sermos nós próprios (desde que o nosso “eu” não seja assustadoramente mau). Devemos falar dos nossos defeitos, mostrar sinceridade é revelador de bom carácter. Só que, ao invés de nos autoproclamarmos “pessoas com um feitiozinho da merda”, eufemizamos a coisa. Desta forma, dizer que, às vezes, temos um feitio especial deve bastar.

Depois é importante usar um pouco de sentido de humor, sem cair na parvoíce. Misturar um pouco de pseudo inteligência com uma ou outra piada, sem nunca exagerar demais, porque o exagero “cheira” sempre a mentira.

Posto isto em prática, é importante observar as reacções do espécime feminino. Em primeiro lugar, ter atenção às idiossincrasias e maneirismos (tiques corporais ou de linguagem) da moça. Se ela se dispuser de braços cruzados, é indicador de que não está lá muito interessada na nossa conversa.

O olhar é importante. Mantenham contacto visual com a pretendida, sem parecerem assustadores. Se ela vos retribuir o olhar e depois o desviar, animem-se, é normalmente sinal de que ela está tímida, mas que simpatiza convosco.

Ah, não se esqueçam de lhe dar muita atenção e de demonstrar interesse no que ela diz, pese embora muitas vezes só oiçam “bla, bla, bla”.

Se após seguirem estes passos ela continuar interessada, isso significa duas coisas:

1ª – Os meus conselhos, de forma surpreendente, resultam.

2ª – Se tiverem sorte ainda podem terminar a noite com uma beijoca.

Foquemo-nos no 2º ponto. Não existem regras para sabermos se ela nos quer beijar ou não. É uma coisa do momento. Todavia, existem regras no que fazer durante e após o primeiro beijo:

- Não “espetar” a língua toda lá para dentro;

- Não apalpar o rabo, nem as mamas, independentemente de termos o “eu de baixo” aos saltinhos;

- Ser carinhoso e não lambão, isto é, parar quando ela quiser;

- O ultimo conselho e, simultaneamente, o mais importante é que sexo só com consentimento da outra parte.

P.S. Isto não é infalível, mas caso seja tudo seguido à risca, não garanto nada porque as mulheres têm todas um feitio especial, o que as torna imprevisíveis.

Caso tudo isto falhe lembrem-se, a culpa é vossa, não minha.

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

São cenas da bida


Olá amigos! Sentiram saudades minhas? Já lá vai algum tempo desde a última vez que vos escrevi. Enfim, tenho andado ocupado. Apesar disso, hoje vou-vos presentear com um post repleto de intelectualidade e profundidade (só que ambas muito inibidas). Chegada a chamada silly season é importante que me foque em parvoíces e nesse aspecto a minha vida está a transbordar disso.

Hoje vim-vos falar abertamente sobre algumas das coisas que me irritam e que facilmente são emendáveis.

1ª Coisa – Expliquem me porque é que os funcionários das cadeias de fast food não sabem trabalhar com o multibanco. Está uma pessoa cheia de fome e eles a circularem de um lado para o outro a perguntar aos colegas como é que se faz. (bem, mas isso resolvia-se se eu começasse a pagar em dinheiro)

2ª Coisa – Pessoas que fazem perguntas extremamente perspicazes. Está um sujeito a dormir profundamente quando de repente é sacudido com a pertinente expressão; “Estás a dormir?” – “não porra, estou a mover objectos só com a mente, daí ter os olhos fechados”

“Mãe, vou levar o portátil para a loja das reparações!” ; “ Porquê filho? Está estragado?” ; “Não Mãe! É que é o sítio favorito dele para passear!

Num dia de frio e chuva a primeira coisa que algumas pessoas tendem a dizer ao seu semelhante mais próximo é; “Pah está frio e chuva!”

3ª Coisa – Conversas de elevador. O meu conselho é, caso o cardápio da farmácia e a meteorologia para o próximo mês não sejam temas do vosso interesse, usem as escadas.

Bem, meus caros mirones, por hoje chega. Acho que estas 3 coisas servem para ilustrar algumas das situações extremamente irritantes mas que frequentemente acontecem.

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P.S. Quem chegar ao fim do post vai-se perguntar qual a relação da imagem com o tema. Não pensem mais nisso, não há nenhuma. Foi só porque eu realmente gostei da imagem. Desde já as minhas desculpas pela falta de contextualização.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cenas com cobertura


(Este post dedica-se a todos aqueles que, como eu, têm uma grande queda por doces, guloseimas, gelados e, no geral, coisas com calorias gostosas de consumir.)

Olá amigos! Hoje, decidi tornar o meu blog útil (não estou com isto a querer dizer que antes era inútil, mas era)

A utilidade de hoje é… Tornar-vos parecidos com pneus Michelin.

Vou deixar-me de rodeios. Hoje vou ensinar-vos a fazer um super gelado (e não um daqueles gelados “maricas” que se fazem com iogurtes),passar-vos-ei o meu conhecimento no que diz respeito a bombas calóricas, porque se é para pecar, pequem como deve ser e não sejam “pussys”.

Ah ok, ainda não especifiquei qual era o gelado. Meus amigos e amigas, apresento-vos o “super gelado de oreo”.

“Ah e como é que se faz isto Grande Mestre?” – Perguntam vocês em grande sobressalto.

Simples, dois pacotes de natas, 4 pacotinhos de oreos e um lata de leite condensado.

Colocam-se as bolachas num saco e “pimba”, partem-se à martelada.

Depois noutro recipiente, batam as natas até ficarem “bem batidas”, e depois juntem o leite condensado (que se tudo correr bem ainda não foi devorado) e voltem a misturar. Por fim juntem as bolachas partidas e mexam, mexam até a vossa mão doer. Depois metam no congelador e voilá.

Se sair mal a culpa é vossa!

Digam lá se eu não sou “bué da fixe” ?

Agora não se esqueçam. Comam com moderação e se comerem isto, não conduzam a seguir.

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sábado, 28 de maio de 2011

Só mais dez minutos, please!


Olá meus estimados mirones do blog. Há já algum tempo que não “punha cá os pés”. Parece que eu, assim como muita gente, padeço da falta de tempo (aliada à falta de inspiração recorrente e falta de jeito permanente).

O que sucede neste caso é que eu iniciei o post sem saber muito bem do que vos falar.

Actualidade? Estamos em época de ilusões, perdão, eleições. Logo, a TV só passa isso (ah para além dos 35 novos, possíveis/impossíveis reforços do Benfica, Sporting e daquele outro clube que não quero falar).

Sendo assim resta-me falar do que me importa no momento. Importa-me perceber porque raio é que o tempo (em todas as suas dimensões) parece chateado comigo.

Quanto mais demoro a perceber que me falta o tempo, mais ele me foge. Isso chega a roçar o irritante. Passo seguinte seria organizar-me e gerenciá-lo o melhor que sei. Bem, isso também está crítico, atendendo a que os planos saem sempre irremediavelmente “furados”.

De seguida, tento manter a calma e focar-me no que realmente interessa (do género escrever no blog em vez de estar a trabalhar).

A verdade é que andamos sempre com as prioridades trocadas. Queremos fazer tanta coisa duma vez, que acabamos por fazer pouco, muito pouco.

Posto isto, assim de repente, ocorre-me que o melhor é investirmos o nosso tempo em quem merece e no que merece. Prioridades? Sim, há uma muito importante. Visto que o cérebro é uma parte do ser humano que podemos enganar facilmente, o meu conselho é rir, sorrir e mostrar os dentes. Se fizermos isso constantemente o cérebro convence-se que nós estamos felizes, depois é toda uma libertação de endorfinas (a hormona feliz) e assim vamos todos trabalhar mais felizes (ou então não, mas não custa tentar).

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