Pois é, amigos. Com o blog quase a fazer três anos, eu vou-me
despedir. Do país e não do blog, claro. São poucos meses e eu voltarei. Como vocês
não têm nada que ver com isso, não digo para onde vou (vou para a Hungria, já
que insistem). Deixo a promessa de voltar e de continuar a escrever.
Como sempre, não prometo quando, nem onde, nem sobre o que
vou escrever. Prometo escrever (mal ou bem), pois isso é o que me continua a
fazer sentir realizado (isso e caracóis no verão).
Posta de lado esta “rabetice” introdutória, deixo-vos com uma
“rabetice” de “até já”
Vou partir,
No recobro da madrugada fujo,
Vou escapar de mim próprio,
Ausentar-me da minha casa.
Vou escapar ao tempo,
Reencontrar um novo refúgio,
Fujo para não ficar
Mas deixo a metade.
Escapo e vou embora,
Deixo a minha parte
Queixo-me do tempo
Queixo-me da alma,
Queixo-me da minha vida,
Agarro-me e vou.
Vi o que deixei,
Vejo o que vou deixar,
Caminho para a frente,
Atrás lanço o olhar.
Ultimo o suspiro,
Ultimo o desabafo,
Ultimo o descanso,
De um novo recomeço.
Parto para onde tenho de ir,
Parto do princípio que devo seguir
Sempre a eito,
Não posso hesitar,
Parto com vista ao amanhã,
Até ao amanhã me levantar.
Despeço-me de quem quero
Da forma que quero,
Com as palavras que sei,
Desperto-me no agora,
Pois eu sei que Voltarei.
I`ll smell you all later
glad your poetic side is back
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