terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Omeletes sem ovos


  Amigos, estou farto de viver em crise. Vivo em crise desde que nasci e desde que nasci que me habituei a ouvir as culpas voarem das mãos de uns para os outros. Somos incapazes de perceber que a crise não é somente culpa dos políticos, dos banqueiros e dos empresários. A culpa é de todo um sistema que se anda a colapsar e que tem como intervenientes todos nós. Vivemos num mercado liberal, com muito pouca supervisão, vivemos num estado em que quem quer fugir aos impostos só tem de colocar todo o seu dinheiro numa conta off-shore. Vivemos num mundo onde os ricos se camuflam e os de classe média pagam as contas. Estamos perante um descalabro e precipitamo-nos para um futuro onde a classe média parece não subsistir. Vão sobrar ricos e pobres. Precisamos de um sistema novo? Claramente. Mas até lá irão surgir revoluções e contra-revoluções a tentar passar gato por lebre. Isto é, a tentar usar ideologias extremistas e antigas, por novas e necessárias. É errado viver num mundo onde o futuro acaba em 2013 (e não, não tem nada que ver com a profecia dos Maias). O mundo acaba porque se esgotou e consumiu a si mesmo. Culpamos os políticos, mas no entanto nós também vivemos acima das nossas posses. Será somente para comprar comida que nos sobre-endividamos? As empresas de crédito estão de boa saúde e recomendam-se, a nossa divida privada é mais alta que a dívida pública. Lá está, nós vivemos acima das nossas posses, ou vivíamos…
  O desemprego aumenta dramaticamente, em especial para os jovens licenciados. Numa altura em que a troika nos impõe reformas estruturais (que já estavam prometidas à anos), é engraçado perceber que uma das razões para o desemprego dos licenciados é o facto de existirem demasiadas vagas em cursos que, sabemos de antemão, não precisam de tantos profissionais. Caímos na era do facilitismo em que ajudamos os alunos maus a ter um curso e não nos preocupamos que esses podem mais tarde vir a lutar pelos mesmos postos de trabalho que os bons. Que me interessa ser fácil ter um curso, quando um papel não me serve para nada. Seria mais vantajosos, tanto a nível económico como social, reduzir as vagas em cursos sobrelotados. Psicologia, enfermagem, direito, história, filosofia… Todos os anos saem mais licenciados do que são necessários. Para quê? Para as estatísticas? Por outro lado cursos como medicina e outros continuam com médias altíssimas de entrada, que a avaliar pelo número de casos que todos os anos assistimos de negligência médica, não é significado de futuros bons profissionais. Aumentar vagas em cursos em que há falta, e reduzir aqueles em que já há demais. Ao mesmo tempo nota-se uma desigualdade profunda em termos de repartição do dinheiro que chega às Universidades. As bolsas não são distribuídas em conformidade, não há monotorização depois de receber a bolsa e continuamos a deixar que as faculdades dêem mais prejuízo.
   Enfim, teria muito por onde falar. Como solução imediata proponho que o Benfica seja campeão e Portugal Ganhe o Euro (assim o país deixa de estar em crise durante uns tempos).
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Super normal

Já ouviram falar de epifanias, amigos? Acho que uma dessas me apanhou no outro dia. Não se assustem, eu sobreviverei. O remédio é simples, materializar essa tal epifania.
Em primeiro lugar convém dizer-vos o que me surgiu. Pois bem, ao ver uma reportagem sobre voluntários, ainda que com o aflorado característico das reportagens, eu percebi que não há dedicação mais bonita, que a dedicação ao próximo. Não precisamos de salvar o mundo para sermos heróis, basta ajudarmos uma pessoa para melhorarmos o nosso micro-mundo. Isto pode parecer uma frase feita (na realidade é), pode ser apenas uma teoria bem formulada mas que na prática não se concretiza. Ora meus amigos, pensar assim é um mal comum. Olhar para a televisão e enchermo-nos de pena momentânea e pensarmos “ah coitados dos filhos dos outros lá do outro lado do planeta”. A verdade é que esses “filhos dos outros”, por mais longínquos que pareçam, são uma realidade cada vez mais próxima. Não somos heróis por darmos uma esmola insignificante a quem nada tem, somos heróis por tentar evitar que aqueles que estão perto do abismo caiam. Se todas as pessoas mudarem a vida de uma pessoa e essa depois mudar a vida de uma outra (para melhor, no que toca a mudar para pior temos os políticos), entraremos numa espiral de entreajuda, numa aldeia global (no sentido lato da expressão), onde todos seremos vizinhos. Não precisamos de ir para África ajudar, apesar da nobreza desse gesto, basta-nos tentar ajudar aquele que mais próximo está. Oferecer o lugar num transporte a um idoso, fará com que essa pessoa não pense tão mal dos jovens. O ponto fulcral é este, mudar as mentalidades, não precisamos de ser super-heróis, usar uma capa e cuecas por cima das calças, basta sermos correctos e ajudarmos quando podermos ajudar. Os “coitadinhos” não são filhos só dos outros. Pensem que por cada pessoa que vocês achem “coitadinho”, terão outra a achar exactamente o mesmo de vocês.
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

500 days of Autumn


Olá amigos. Esta tarde (chuvosa) parece propiciar a escrita. São estes dias agridoces que dão sabor às coisas. A chuva molha só a quem estiver lá fora, cá dentro está-se muito bem. Uma bebida quente, uma boa música, um bom livro, ou então pipocas e filmes. É aqui que vos queria levar, ao mundo do cinema. Achei por bem revisitar algumas obras que me dizem algo. Para hoje seleccionei o encantador “500 days os Summer”. O filme começa logo com uma frase que marcará o ritmo, “This is not a love story. It`s a story about love”. Este é o mote para o que se segue. Não é uma comédia romântica, é uma história que aborda o amor de forma real.
Tom (interpretação genial do Joseph Gordon-levitt ) e Summer (Zooey Deschannel) são as personagens sobre a qual a história gira em torno. Tom é um romântico, Summer uma céptica, a inovação aqui é a forma “crua” como a história é exposta, não há dramatismos, nem happy endings, há apenas vidas que se cruzam. A Summer tem a capacidade de encher o ecrã cada vez que aparece, tem um magnetismo impossível de explicar, mas que funciona em pleno. O Tom é aquele rapaz por quem toda a gente torce. No fim a vida acontece e é isso que torna este filme tão belo. Nós conseguimo-nos identificar com os personagens, que vamos amando e odiando e amando outra vez, no decorrer da história. A juntar ao argumento existe uma magnífica banda sonora que nos vai deixar sedentos de mais. No final do filme nós só conseguimos pensar “quero ver outra vez” e é certamente o que eu vou continuar a fazer.
Por agora deixo-vos com uma das músicas do filme.
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domingo, 16 de outubro de 2011

Laranja Mecânica


Olá amigos. Com a breca, cada vez actualizo menos o blog. Eu sei que muitos não se importam (principalmente aqueles que nunca cá vieram e aqueles que já vieram e não voltaram), no entanto eu insisto em manter isto vivo.

Hoje vou-me meter na política (oh não isto vai fechar). Não para ser politicamente correcto, mas acima de tudo, para achincalhar, gozar e, como bom português, mal dizer.

Vou começar por falar-vos do ex-namorado da Fá da girlsband Doce (acho que se chama Passos Coelho). Ora, o rapaz é todo virado para as direitas, sem dúvidas. De ressalvar que como tem maioria absoluta, pelo menos está a tentar uma abordagem diferente. Porém, o problema aqui é que pedimos uns “trocos” emprestados à “troika estrangeira” (citando Jerónimo de Sousa). Sendo assim, antes de pensarmos na cura, vamos rezar para não morrer do remédio. Antes de podermos pensar em melhorar, temos de pensar em pagar. Mais, para isso precisamos de conseguir umas “massas” valentes, sem afundar mais o barco. Ora, para fazer tudo isto é preciso muita ginástica intelectual e não ligar a todas as vozes que se levantam por cada “pum” que o Primeiro-ministro dá.

Se estas medidas são as mais correctas? Podem não ser (sacanas aumentaram-me o cinema, mas a coca-cola continua com 6% de IVA). Todavia, pelo menos alguém está a tentar salvar isto e pela primeira vez em muito tempo não estamos a viver acima das nossas posses.

Este post teve pouca piada. Nunca mais me meto na política (not).

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Coisas estranhas na nossa casa – 1



Olá amigos. Tão bons? (vou supor que não, por estarem a gastar tempo aqui).

Hoje trago-vos aqui toda uma temática interessante. Vim falar nada mais, nada menos do que de Bidés. Inventado em mil oitocentos e troca o passo, o bidé, ou para ser exacto o bidet (em francês), foi criado numa época em que os hábitos de higiene tendiam para a badalhoquice. Assim sendo, a rainha de França dizia sentir-se suja e queria muito lavar a patareca. É então que um qualquer fiel súbdito cria uma espécie de recipiente oval onde ela poderia finalmente chapinhar e ser feliz. Pois bem, ainda hoje toda a santa casa de banho possui um bidé. No entanto, a prática do bidé começa a cair em desuso, as pessoas usam somente a banheira. Deixando o bidé como recipiente para lavar os chinelos da praia. Meus amigos, isso é descriminação. Cadê o chape chape tão almejado pelo senhor bidé? Pelo menos usem-no para lavar os pezinhos. Ou para aquelas horas de aperto em que a sanita está ocupada e vocês querem verter líquidos. Descriminar é que não! Ele carece de atenção. Como se pode descriminar uma porcelana tão bonita e com tanta história. Para além disso o nome fica no ouvido e é bonito de se dizer.

Próximos capítulos: Piaçaba (não é para ser usado somente como ornamento)

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Amigo

Faz amanha 5 meses que eu perdi o meu companheiro mais fiel e mais verdadeiro (para que não haja dúvidas, estou a falar do meu cão Grant`s). Ele agora deve estar a curtir que nem um cão no céu dos cães. Se ele fizer dos céus o que fazia nos meus canteiros, mandam-no cá para baixo num instante. No fundo era isso que eu queria, tê-lo cá em baixo comigo. Obviamente (ou não), eu não acredito nessas coisas de céus e afiliados religiosos, porém nestas crenças adorava que me provassem o contrário. Adoraria que houvesse algo mais que isto, enfim já estou a divagar.
Hoje o que eu queria focar é a falta que aquele animal me faz. Sim, os animais são o reflexo dos sentimentos dos donos e nós moldamo-los à nossa imagem e acreditamos que eles são seres pensantes e com inteligência. Bem, a ciência contraria-nos nisso, mas que se lixe a ciência. Ele era um amigo, inteligente, podia não ser uma inteligência do género intelectual, mas claramente o bicho tinha uma inteligência emocional. Sabia quando eu estava bem e vinha ter comigo para me derrubar. Sabia quando eu estava mal e vinha ter comigo para me consolar (lambidelas style).
Sinto falta de ir aos canteiros e ver ossos enterrados. Tenho pena de não ter passado mais tempo com ele. Se calhar até o podia ter tratado melhor, ou dado mais atenção agora na última fase dele. A questão é que nós no nosso egoísmo achamos sempre que eles vão estar cá. E isso pode se aplicar a muita coisa. A verdade é que agora a casa está mais vazia. Procuro conforto nas fotos e nas imagens mentais daquele estupor que me estragava tudo cá em casa. Mas era o meu estupor e eu adorava-o. O amor que sentimos pelos animais e que eles sentem por nós é dos sentimentos mais puros que existem, sem qualquer base em interesses. Eles só querem ser nossos amigos e eu quis sempre ser amigo dele (tirando as alturas em que ele me estragava os chinelos e me furava as bolas de futebol).
No final ficam as lembranças e até as coisas que me faziam arrancar cabelos (“Grant`s não estragues o canteiro!”) agora são motivo de sorrisos de saudade.
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segunda-feira, 18 de julho de 2011

O que fazer num primeiro encontro


Bem, para começar é importante a vestimenta. Nesse sentido, é importante que não seja demasiado elaborada, para não mostrarmos demasiado interesse. No entanto também não deve ser demasiado simples, pois temos de nos destacar de qualquer “zé da esquina” que ande a rondar.

Em relação ao sitio, não devemos começar por leva-la a um espaço muito caro, caso contrário, habituá-la-emos mal. Num primeiro encontro é necessário leva-la a um sitio onde se possa conversar e mostrar interesse no que ela diz. Atenção, cinema não é sítio de primeiro encontro, é incómodo e não dá para falar e, caso ainda não tenha ocorrido o primeiro beijo, ela vai estar a prestar mais atenção ao filme do que a vocês.

Agora falemos no que mostrar no 1º encontro. Ao contrário do que se pensa, é importante sermos nós próprios (desde que o nosso “eu” não seja assustadoramente mau). Devemos falar dos nossos defeitos, mostrar sinceridade é revelador de bom carácter. Só que, ao invés de nos autoproclamarmos “pessoas com um feitiozinho da merda”, eufemizamos a coisa. Desta forma, dizer que, às vezes, temos um feitio especial deve bastar.

Depois é importante usar um pouco de sentido de humor, sem cair na parvoíce. Misturar um pouco de pseudo inteligência com uma ou outra piada, sem nunca exagerar demais, porque o exagero “cheira” sempre a mentira.

Posto isto em prática, é importante observar as reacções do espécime feminino. Em primeiro lugar, ter atenção às idiossincrasias e maneirismos (tiques corporais ou de linguagem) da moça. Se ela se dispuser de braços cruzados, é indicador de que não está lá muito interessada na nossa conversa.

O olhar é importante. Mantenham contacto visual com a pretendida, sem parecerem assustadores. Se ela vos retribuir o olhar e depois o desviar, animem-se, é normalmente sinal de que ela está tímida, mas que simpatiza convosco.

Ah, não se esqueçam de lhe dar muita atenção e de demonstrar interesse no que ela diz, pese embora muitas vezes só oiçam “bla, bla, bla”.

Se após seguirem estes passos ela continuar interessada, isso significa duas coisas:

1ª – Os meus conselhos, de forma surpreendente, resultam.

2ª – Se tiverem sorte ainda podem terminar a noite com uma beijoca.

Foquemo-nos no 2º ponto. Não existem regras para sabermos se ela nos quer beijar ou não. É uma coisa do momento. Todavia, existem regras no que fazer durante e após o primeiro beijo:

- Não “espetar” a língua toda lá para dentro;

- Não apalpar o rabo, nem as mamas, independentemente de termos o “eu de baixo” aos saltinhos;

- Ser carinhoso e não lambão, isto é, parar quando ela quiser;

- O ultimo conselho e, simultaneamente, o mais importante é que sexo só com consentimento da outra parte.

P.S. Isto não é infalível, mas caso seja tudo seguido à risca, não garanto nada porque as mulheres têm todas um feitio especial, o que as torna imprevisíveis.

Caso tudo isto falhe lembrem-se, a culpa é vossa, não minha.

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

São cenas da bida


Olá amigos! Sentiram saudades minhas? Já lá vai algum tempo desde a última vez que vos escrevi. Enfim, tenho andado ocupado. Apesar disso, hoje vou-vos presentear com um post repleto de intelectualidade e profundidade (só que ambas muito inibidas). Chegada a chamada silly season é importante que me foque em parvoíces e nesse aspecto a minha vida está a transbordar disso.

Hoje vim-vos falar abertamente sobre algumas das coisas que me irritam e que facilmente são emendáveis.

1ª Coisa – Expliquem me porque é que os funcionários das cadeias de fast food não sabem trabalhar com o multibanco. Está uma pessoa cheia de fome e eles a circularem de um lado para o outro a perguntar aos colegas como é que se faz. (bem, mas isso resolvia-se se eu começasse a pagar em dinheiro)

2ª Coisa – Pessoas que fazem perguntas extremamente perspicazes. Está um sujeito a dormir profundamente quando de repente é sacudido com a pertinente expressão; “Estás a dormir?” – “não porra, estou a mover objectos só com a mente, daí ter os olhos fechados”

“Mãe, vou levar o portátil para a loja das reparações!” ; “ Porquê filho? Está estragado?” ; “Não Mãe! É que é o sítio favorito dele para passear!

Num dia de frio e chuva a primeira coisa que algumas pessoas tendem a dizer ao seu semelhante mais próximo é; “Pah está frio e chuva!”

3ª Coisa – Conversas de elevador. O meu conselho é, caso o cardápio da farmácia e a meteorologia para o próximo mês não sejam temas do vosso interesse, usem as escadas.

Bem, meus caros mirones, por hoje chega. Acho que estas 3 coisas servem para ilustrar algumas das situações extremamente irritantes mas que frequentemente acontecem.

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P.S. Quem chegar ao fim do post vai-se perguntar qual a relação da imagem com o tema. Não pensem mais nisso, não há nenhuma. Foi só porque eu realmente gostei da imagem. Desde já as minhas desculpas pela falta de contextualização.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cenas com cobertura


(Este post dedica-se a todos aqueles que, como eu, têm uma grande queda por doces, guloseimas, gelados e, no geral, coisas com calorias gostosas de consumir.)

Olá amigos! Hoje, decidi tornar o meu blog útil (não estou com isto a querer dizer que antes era inútil, mas era)

A utilidade de hoje é… Tornar-vos parecidos com pneus Michelin.

Vou deixar-me de rodeios. Hoje vou ensinar-vos a fazer um super gelado (e não um daqueles gelados “maricas” que se fazem com iogurtes),passar-vos-ei o meu conhecimento no que diz respeito a bombas calóricas, porque se é para pecar, pequem como deve ser e não sejam “pussys”.

Ah ok, ainda não especifiquei qual era o gelado. Meus amigos e amigas, apresento-vos o “super gelado de oreo”.

“Ah e como é que se faz isto Grande Mestre?” – Perguntam vocês em grande sobressalto.

Simples, dois pacotes de natas, 4 pacotinhos de oreos e um lata de leite condensado.

Colocam-se as bolachas num saco e “pimba”, partem-se à martelada.

Depois noutro recipiente, batam as natas até ficarem “bem batidas”, e depois juntem o leite condensado (que se tudo correr bem ainda não foi devorado) e voltem a misturar. Por fim juntem as bolachas partidas e mexam, mexam até a vossa mão doer. Depois metam no congelador e voilá.

Se sair mal a culpa é vossa!

Digam lá se eu não sou “bué da fixe” ?

Agora não se esqueçam. Comam com moderação e se comerem isto, não conduzam a seguir.

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sábado, 28 de maio de 2011

Só mais dez minutos, please!


Olá meus estimados mirones do blog. Há já algum tempo que não “punha cá os pés”. Parece que eu, assim como muita gente, padeço da falta de tempo (aliada à falta de inspiração recorrente e falta de jeito permanente).

O que sucede neste caso é que eu iniciei o post sem saber muito bem do que vos falar.

Actualidade? Estamos em época de ilusões, perdão, eleições. Logo, a TV só passa isso (ah para além dos 35 novos, possíveis/impossíveis reforços do Benfica, Sporting e daquele outro clube que não quero falar).

Sendo assim resta-me falar do que me importa no momento. Importa-me perceber porque raio é que o tempo (em todas as suas dimensões) parece chateado comigo.

Quanto mais demoro a perceber que me falta o tempo, mais ele me foge. Isso chega a roçar o irritante. Passo seguinte seria organizar-me e gerenciá-lo o melhor que sei. Bem, isso também está crítico, atendendo a que os planos saem sempre irremediavelmente “furados”.

De seguida, tento manter a calma e focar-me no que realmente interessa (do género escrever no blog em vez de estar a trabalhar).

A verdade é que andamos sempre com as prioridades trocadas. Queremos fazer tanta coisa duma vez, que acabamos por fazer pouco, muito pouco.

Posto isto, assim de repente, ocorre-me que o melhor é investirmos o nosso tempo em quem merece e no que merece. Prioridades? Sim, há uma muito importante. Visto que o cérebro é uma parte do ser humano que podemos enganar facilmente, o meu conselho é rir, sorrir e mostrar os dentes. Se fizermos isso constantemente o cérebro convence-se que nós estamos felizes, depois é toda uma libertação de endorfinas (a hormona feliz) e assim vamos todos trabalhar mais felizes (ou então não, mas não custa tentar).

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sábado, 14 de maio de 2011

The Biggest Loser


Esta semana ouvi a expressão “não mentir mais aos Portugueses” mais vezes do que comi bolachinhas de chocolate (sendo que em 6 dias limpei dois pacotes). O que é que isto indica?

Primeiro que vou ficar gordo e, acima de tudo, que para toda a classe política sentir a necessidade de dizer que não vão mentir, é porque já mentiram. A verdade é que os Portugueses devem se sentir mais enganados do que prostitutas romenas, só que em vez de proxenetas, os enganadores são a classe política.

Muito bem, posso até perdoar, isto se, daqui para a frente acabarem com as mentiras.

Nesse sentido é importante analisar os partidos.

P.S. (partido Socrates) – Acho que só mesmo ele é que acha que fez um bom trabalho e sinceramente, nem a mãe dele deve achar que ele não mentiu aos Portugueses. Para estas eleições usa da receita antiga. Vitimização. O problema desta vez é que “no one gives a fuck” para o que ele diz, porque na realidade, é mais do mesmo.

Agora vamos aos Partidos que querem o poder. Se me permitem vou colocar o CDS-PP no mesmo saco do PSD. Têm em comum um conceito ligeiramente diferente do meu no que diz respeito a “não mentir”. Para eles “não mentir” é omitir aquilo que para o qual não têm respostas, ou não querem responder. Deviam era conhecer a minha mãe, ela logo vos dizia.

“Mãe, eu não menti, eu só não disse nada para não te enervares.”

“Pois, pois, mas não dizer as coisas é o mesmo que mentir “ouvistes”?”

PCP e BE – Really? Com que então não precisamos de FMI, nem de dinheiro, não é? Orgulhosamente sós, é assim que nos querem certo? Das duas uma, ou esta gente tem uma muito boa impressora em casa e começava a imprimir euros, ou então andam a partilhar muitos charros uns com os outros.

Jerónimo, ou largas ou passas, isso a ti faz-te mal ok?

No fim de contas resta-nos esperar por dias melhores e fazer por esses dias chegarem.

Por fim só queria deixar bem claro. Odeio ligar a TV e ver a Júlia Pinheiro, no entanto é sempre engraçado ver gordos a correr.

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sábado, 30 de abril de 2011

Monday, you bitch!


Olá amigos. Eis as razões que me levam a querer abolir a segunda-feira das nossas vidas.

Odeio-te segunda-feira porque já não és fim-de-semana.

Odeio-te segunda-feira porque ainda faltam mais quatro dias para o fim-de-semana regressar.

Odeio-te segunda-feira por me fazeres ir trabalhar.

Odeio-te segunda-feira porque me obrigas a deitar cedo ao Domingo, mas como não o faço, fazes-me acordar mal-humorado.

Odeio-te segunda-feira porque me obrigas a usar despertador.

Odeio-te segunda-feira porque às vezes o Benfica perde no Domingo (nessa altura odeio basicamente tudo).

Odeio-te segunda-feira por me obrigares a vestir calças de manhã.

Agora que penso nisso, odeio grande parte dos dias da semana por isso.

Ah e odeio-te segunda-feira por seres sempre o primeiro dia depois das férias.

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domingo, 24 de abril de 2011

Não sentir nada nunca é pior que sentir tudo

Sentir falta e saudades serão a mesma coisa?

A minha resposta é definitivamente não.

Nós sentimos falta de comida quando não comemos, mas a saudade não é bem isso.

A saudade não se alimenta da mesma forma. Não é uma necessidade fisiológica, não é racional, nem controlável, a saudade é duradoura.

É certo que muitas vezes sentimos saudades do que nos faz falta. Mas sentir falta por si só é algo pouco vinculativo, muitas vezes passageiro. “I miss you” é uma expressão que demonstra o egoísmo de “sentir falta”. “miss” relaciona-se com perda. O “I miss you” refere-se a algo que perdi, mas que para satisfazer a minha necessidade momentânea quero de volta.

Saudade não tem tradução em qualquer outra língua.

Eu não sinto falta dos pormenores irritantes das pessoas que amo e amei, mas tenho saudades desses mesmos pormenores, porque pertenciam a essas pessoas e porque agora é disso que me lembro.

Não sinto falta de uma voz esganiçada, de um aperto de mão exageradamente forte, de ter chinelos mordidos, de ouvir conselhos repetitivos, de ouvir falar de doenças, ou de piadas despropositadas, mas tenho saudades disso, porque isso fazia parte dessas pessoas (e não só).

Ter saudades é ter um vazio que outrora estava preenchido de forma quase imperceptível. Memórias que agora sei são de felicidade, mas que na altura eram rotina.

Ter saudades é sinal que vivi.

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Mas que grande animal pah!


Olá amigos. Este post é dedicado a todos aqueles (que como eu) lêem coisas que não interessam nem ao menino Jesus.

Pois bem, primeira informação de relevância duvidosa. Sabem o que mais contribui para o efeito estufa, produzindo quantidades massivas de Dióxido de Carbono e Metano? (Não, não são os carros, nem qualquer tipo de electrodoméstico ou fábrica)

A resposta é o gado, mais especificamente as vaquinhas e as ovelhinhas. Querem que eu vá mais ao pormenor? (ok, vou assumir que sim, porque quem manda aqui sou eu)

Os arrotos e (vou tentar não ser labrego) os peidos (fail) das vaquinhas e das ovelhinhas são um dos grandes causadores da emissão de gases poluentes para a atmosfera.

Porém não temam meus caros visitantes do blog. Cientistas Norte-Americanos (e com muito tempo livre) criaram uma ração que regula os intestinos destes bichinhos. Acabando com os desarranjos intestinais, salvam o mundo.

Bem, o meu conselho para salvar o mundo é… Ensinar as ovelhas e as vacas (e seus esposos) a levarem os cascos à boca quando tiverem para arrotar (é uma questão de educação).

Quanto ao problema dos gases é simples (falem com a Fernanda Serrano que ela arranja-vos Activia)

Agora uma coisa totalmente random: Eu odeio Alemães! (Exceptuando os pastores)


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terça-feira, 5 de abril de 2011

Sinta-se Activia

Hoje vou-vos falar de eufemismos. Especificamente de um anúncio que está repleto deles.Os anúncios da Activia com a Fernanda Serrando.

Há já alguns dias que sempre que aquele anúncio passa eu encontro sempre mais um eufemismo.

Importa dizer que todos eles se relacionam com “cocó” e todo o processo até chegar a ele. Passando pelos gases, até aos “finalmentes”.

Meu deus, pôr raparigas giras a falar da barriga delas como se fossem balões (gases) e a dizerem que aqueles iogurtes as fazem desinchar (fazem muito cocó). Porquê? Por amor da santa, miúdas boas a falar de pupu. Não podiam fazer esses anúncios com robôs. Pois eles não fazem dessas coisas, é verdade.

Pior ainda é aquele slogan. “Beba activia e comece a libertar-se”. Não se libertem por amor dos santinhos todos lá do céu e arredores.

No dia em que começar a ver (e ouvir) as moças todas a libertarem-se no meio da rua, juro que viro padre.

O meu conselho. Bebam activia e libertem-se nos sítios próprios.

Ai, e é melhor nem falar na senhora do Gino-Canesten ok?

Fica o desabafo,

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

E assim vai e assim volta


Acho que hoje tive a viagem mais longa de comboio de toda a minha vida. Dia marcado por outra greve que pareceu transformar minutos em horas sôfregas.

Podia fazer uma série de piadas (e aliás pensei nisso) em relação a aromas e palavras de ordem como “vou sair agora merda”, para além daquelas pessoas que criticavam as pessoas que a tentar sair do comboio eram bem-educadas ao invés de dizerem “vou sair agora merda”, enfim equacionei falar da parte cómica, como do senhor que perdeu o sapato ao entrar no comboio. O que sucede é que por trás de muitos risos eu apercebi-me da capacidade do ser humano se tornar irracional e anárquico.

O efeito multidão explica que em grupo cada pessoa racionaliza por si com desprimor por todos os que a rodeiam, conferindo à multidão um carácter anárquico. Bem, assistir a isso tudo estando confinado numa carruagem, é sufocante.

O que me chocou foi a brutalidade com que as pessoas agiam simplesmente para conseguir entrar e sair do comboio. Tudo bem, têm compromissos importantes, mas com certeza a vida humana é mais importante que esses compromissos. Não se empurram grávidas, não se nega o lugar a pessoas idosas, não se grita “matem-se todos” num meio de um comboio já de si sobressaltado.

Foi então que no meio de tanta animalidade irracional, me concentrei nas pessoas que, mesmo sobre aquele stress todo, mostravam alguma humanidade.

Gente com semelhantes compromissos que se preocupou em ver se as grávidas podiam sair em segurança, seres humanos que cediam os seus lugares a outros semelhantes que denotavam aflição nos seus rostos.

Se é verdade que é sobre o efeito de stress e pressão intensas que mostramos o nosso verdadeiro “eu” e se também é verdade que os “eus” do comboio eram maioritariamente narcisistas maliciosos, eu quero me concentrar nas pessoas que não o foram. Naquelas que respeitam, mantém-se serenas, civilizadas e prestáveis.

Não é por o mundo andar com os valores trocados, que nós temos de nos portar como uns desalmados selváticos. Temos de ser fiéis aos nossos valores em qualquer situação.

Se não tivermos valores em que acreditar e se não valorizarmos a vida (nossa e dos outros), então não temos alma, somos apenas corpos que pairam à procura da satisfação momentânea.

Eu acredito que não somos assim, foi a situação que provocou a reacção, pelo menos assim o espero.

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terça-feira, 22 de março de 2011

Adeus amigo

Seremos nós seres materialmente dependentes? Deixo de fora destas contas a dependência emocional, normal entre seres humanos. Apenas me pergunto se somos capazes de viver longe de alguns objectos. Esta vinculação de que vos falo, implica que na ausência de determinado material, nós, simplesmente, nos percamos.
A verdade é que o ser humano é um animal de hábitos e ao vivermos, frequentemente, na rota de influência de uma série de artefactos, acabamos por personifica-los. Damos-lhes alma e criamos uma relação pseudo-humana com um objecto inanimado, que, à semelhança do que fazemos com as pessoas, tomamos por certo nas nossas vidas.
Quando os perdemos, sentimos tristeza e acima de tudo estranheza, por já não saber organizar o nosso dia a dia da mesma maneira. Só não choramos e exteriorizamos a perda (bem isto não é consensual, pois há muitos que até choram), porque partimos do principio que outro igual virá. Essa é a grande diferença entre a máquina e a vida. A máquina é substituível.
Esta semana perdi uma máquina e uma vida. E a única coisa que consigo pensar é que de bom grado dava todas as máquinas em troca daquela vida. Só que o mundo não se processa dessa forma, se não também seria uma máquina e, nesse caso, seria substituível. Bem, a verdade é que não o é, logo nunca poderemos controlar a fronteira entre a vida e a morte. Sei que as palavras o vento as leva, mas, sinto a necessidade de dizer que perdi um amigo, um companheiro de 12 anos de aventuras e de muitos chinelos, sofás, almofadas, canteiros destruídos. Ele nunca me obedeceu e eu também nunca me preocupei muito com isso. Ironicamente, a única vez que eu queria que ele me obedecesse e que ficasse, ele não ficou.
Adeus Grants, foste com certeza o pior cão do mundo, mas o melhor amigo que se podia ter.

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sábado, 12 de março de 2011

Memórias de um achado roubado

Qual é o momento da nossa vida em que somos verdadeiramente sinceros?

Antes de mais o que é a sinceridade?

Será sermos fiéis à ideia que temos de nós?

Será expressar o que achamos ser a realidade?

Isso leva-nos a uma questão fulcral. Será a nossa realidade real, ou apenas uma projecção daquilo que achamos, ou queremos ser.

Ser genuíno torna-se muitas vezes complicado quando não temos a completa noção do que somos.

Acho que no fundo só queremos ser aceites. Para isso, procuramos realidades que não são nossas, mas que queremos adoptar como tal.

No fundo torna-se humanamente impossível distinguir o que é nosso do que é dos outros.

Acabamos por ser projecções daquilo que queremos viver.

Acho que acima de tudo devemos lutar por essas projecções. Devemos tentar ser aquela pessoa que idealizamos. Objectivar é importante. Focarmo-nos no que interessa e esquecermo-nos do volátil, do passageiro.

Nós somos a tentativa daquilo que achamos ser e isso não é necessariamente mau.

Tal facto evita o nosso conformismo, faz-nos lutar por um “eu” mais real, mais verdadeiro e por isso mais pacífico. A chave da vida é tentarmos abrir as portas que nos realizam e deixar fechadas aquelas que nos falseiam.

Enfim amigos, divagar às vezes faz bem.

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domingo, 6 de março de 2011

Apre, já estou atrasado outra vez!


Olá amigos. Devo desde já vos avisar que o assunto que me trás aqui hoje, não é dos mais alegres. Eu que até não sou de me queixar, desta vez vou ter de pôr a “boca no trombone” (salvo seja) e desabafar.

Pois bem, vim falar da instituição Comboios de Portugal, para os amigos CP.

Será que a CP tem noção do quanto as suas greves constantes e quase ininterruptas (já duram parcialmente desde o inicio de Fevereiro) afectam a vida das outras pessoas?

Gente que chega atrasada consecutivamente ao trabalho. Pais que não deixam os filhos a horas no infantário, ressacados que vêm do bairro alto e querem chegar rapidamente a casa (ok, estes têm que se aguentar “à bronca”). O pior é mesmo o amontoar de corpos com pulsação, a respirar de forma ofegante uns para cima dos outros, numa carruagem por demais “atafulhada”.

Um dia, dois dias, três dias de greve vá. Até ai compreendia eu. Todos temos direito a lutar por um trabalho condigno e devidamente remunerado. Agora, a minha liberdade acaba onde a liberdade dos outros começa. Não podemos actuar sem pesar os pós e os contras, isto quando uma atitude nossa pode ter consequências na vida dos outros. Não se podem privilegiar uns em benéfico de outros, para isso já bastam os políticos (vá, sem querer generalizar demais).

Tracemos agora o perfil à CP.

Empresa pública e por isso paga com os impostos dos Portugueses. Possui o maior rácio de patrões por empregados., em média um patrão para dez subalternos.

A nível de comparação receitas/despesas, destaca-se como sendo uma das empresas que dá mais prejuízo ao país. De ressalvar também que é das empresas públicas Portuguesas com um índice de produtividade mais baixos. Obviamente não podemos direccionar as culpas todas para aqueles que fazem greve. Antes pelo contrário, apesar de as greves prejudicarem, aqueles que não fazem greve são os maiores culpados. Os gestores, aqueles que ganham o mesmo no final do mês haja uma ou duas ou dez greves. Se a empresa chegou ao que chegou é, acima de tudo, porque tem sido muito mal gerida.

Todavia, independentemente do prejuízo que tem dado, fechar a CP está fora de questão.Convenhamos que sem comboios, sobravam poucas opções para eu me conseguir “meter” em Lisboa. Ainda não fazem barcos de Pexiligais até à capital (é uma tristeza).

Vender a CP? Bem, até poderia resultar, mas para isso era preciso que alguém a quisesse comprar. Vamos tentar imaginar o anúncio que se colocaria nos classificados:

“Empresa mais pobre que o Sporting e mais endividada que um jogador de futebol dez anos depois de terminar a carreira.“ (perdoem-me se ofendi susceptibilidades) “Especializada no transporte via carris de transeuntes (muitos deles mal cheirosos). Com inúmeros comboios que pode fornecer em caso de penhora. Com trabalhadores super especializados em serem patrões e grevistas. Possui voluntários na zona de Sintra, especializados na arte de aligeirar e, por vezes, retirar carteiras, de forma a que o passageiro viaje com mais leveza. Preço negociável. Avisando desde já que têm de ser quantias avultadas, pois o país está em crise e precisa de dinheiro.”

Enfim, vamos rifar a CP e oferece-se um cabaz a quem lhe sair a fava (quer dizer, a CP).

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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Coiso

Olá amigos. Bem, hoje vou-me deixar de introduções que nada têm que ver com o tema principal do post. Hoje vou ser directo. Não vou começar por enrolar e por perguntar como é que os meus estimados leitores estão. Não! Desta vez vou ser objectivo e vou evitar "aparvalhar" antes de me centrar no tema que aqui me trás hoje. Até porque convenhamos, a falta de objectividade inicial nos meus posts, é uma coisa que chega a tocar o irritante. Assim sendo, o mais sensato é deixar de tentar ter piada e limitar-me a cingir-me ao assunto. Por outro lado, escrever muito e não dizer nada está a tornar-se quase desagradável. Logo, é imprescindível que neste texto eu me centre somente nos pontos que desejo focar, numa determinada temática que, obviamente, vou apresentar imediatamente. Chega de adiamentos, afloramentos e subterfúgios, só para encher chouriços. É importante que pelo menos desta vez eu, apenas, fale de uma coisa e que seja sucinto e correcto. Não preciso de procurar uma retórica rebuscada. O assunto deve falar por si. Certamente mandar piadas no meio de um texto que se quer sério, é altamente desaconselhável. Desta forma, não o farei. Antes pelo contrário, irei pura e simplesmente debruçar-me sobre aquilo que aqui me trás.
A necessidade de introduzir o tema é reprovável e não compensatório, por isso cortarei essa parte. Digo o que tenho a dizer de uma assentada só e termino o texto, não é necessário mais nada.
Aliás, essa é a beleza de uma escrita que ser quer factual, jornalística e acessível. A simplicidade é muitas vezes a melhor opção. Penso até que um bom blog deve assentar em criações simples e concisas.
Posto isto, vejam os óscares, ou ponham a gravar (dá na TVI hoje à 1h).
Team Natalie Portman
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

E o parvo sou eu? Muito provavelmente!


Olá amigos. Bem, como prenda por este blog fazer 1 ano, decidi deixar-vos duas semanas sem aturar os meus textos (o que é bom acaba depressa). Porém, esse interregno termina neste preciso momento. Desenganem-se aqueles que pensam que voltei porque tinha algo interessante para falar. Obviamente que não. Voltei porque se ficasse três semanas sem aparecer ainda me surgiam aqui à porta para verificar a minha pulsação (parece que agora está na moda ficar em casa a fazer de morto).
Confesso que a ideia de escrever este post surgiu por intermédio de um outro post de uma blogger muito talentosa (A.K.A Caxemire), que levantou uma questão extremamente pertinente. Este país é para quem?
Todos, mas mesmo todos se queixam. É um direito que lhes assiste é verdade. Não obstante, com tantas “queixinhas” as pessoas esquecem-se do que é verdadeiramente mau e tornam-se picuinhas.
Parecemos todos um pouco aquelas crianças a quem lhes tiram o brinquedo e elas desatam aos berros até alguém lhes devolver o tão desejado objecto.
Não me parece que seja a melhor maneira de fazermos valer o nosso ponto de vista.
Concordo plenamente com as manifestações do género egípcias. Eram focadas, tinham um objectivo. Todavia, tiveram um revés. Agora, principalmente através do Facebook e afins, todos os dias são convocadas manifestações para reivindicar tudo. Se por um lado apelar à democracia me parece justo, por outro, manifestações a favor do serviço nacional de saúde gratuito para animais (e isto é verdade), parece-me ligeiramente despropositado.
Para além de tudo isto, ainda nos deparamos com o sensacionalismo da imprensa.
Começaram as “manifs” no Egipto e logo se alastraram as reportagens especiais sobre os jovens e o que está mal no país (Portugal).
Depois e sinceramente o que me meteu mais impressão, mesmo repulsa, foi aquando daquele óbito tardiamente declarado da senhora da Rinchoa (9 anos de atraso). Depressa todos os órgãos de comunicação social foram “arranjar” mais situações do género. Neste momento todos os dias encontramos situações “idênticas” nos Telejornais. Desde o Senhor que estava morto há 10 dias, até à senhora que esteve em casa morta 48 horas (o que por algum motivo os senhores da TVI decidiram comparar à situação da senhora da Rinchoa).
Uma pergunta? Só agora é que se começaram a encontrar pessoas mortas em casa? Quer me cá parecer que as motivações dos Telejornais e afins não são bem essas.
E mais não digo, acima de tudo porque me está a dar o soninho e amanhã (infelizmente) vou ter de me levantar cedo.
Ah mas já agora queria marcar uma manifestação na zona de Pexiligais contra todos os ignóbeis cães e afiliados caninos que me querem emprenhar a cadela. As horas e o dia serão anunciados no local próprio (Facebook claro).
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

6+5,8 = quase 12


Olá amigos. Hoje reparei com agrado que este blog (para espanto de muitos, incluindo eu), está prestes a fazer um ano.
Bem, não vou cantar já os parabéns porque dizem que dá azar. Além disso, nunca se sabe, ainda faltam uns dias (dia 9) para fazer 1 ano e até lá, ainda o podem fechar.
Então e o que acontece quando se chega a um ano de idade?
Eu diria que pouca coisa. Aos 12 meses os bebés babam-se, falam mal, andam mal, no entanto qualquer coisa que façam (uma careta, até mesmo um ocasional “traque”) projecta uma gargalhada nos adultos. Sinceramente, espero que tenham percebido a analogia. Assim sendo, era bom que achassem piada cada coisa que aqui aparece, pois este blog é, ainda, bebézito (sem a parte dos “traques”). Em todo o caso se não gostarem do blog, vão a outro com a breca!
Ah é verdade, muitos bebés deixam de mamar aos 12 meses (não há qualquer analogia aqui, descansem).
Feita esta (dispensável) introdução, decidi mostrar-me generoso hoje (medo).
Queria propor-vos uma pequenina coisa. Não posso fechar e concentrar o blog só em mim, seria muito egocêntrico da minha parte.
Gostaria que, desta vez, vocês deixassem a vossa opinião sobre os temas que vos apetecesse ver aqui no blog. A consequência é que seria eu a escrever sobre esses temas. Por fim, caso vocês odeiem o blog, façam como os egípcios e organizem uma “manif” contra mim (agradeço é que deixem um comentário a dizer a hora e o local, a ver se também apareço).
Termino por deixar um apelo aos cães do meu bairro.
Meus caros companheiros caninos, se por acaso tiverem internet nas vossas, respectivas, casotas, agradecia que lessem com atenção a mensagem seguinte:
Não é por a minha cadela estar com o cio que vocês têm o direito de vir para o meu portão cheira-la e, por vezes, mais que isso. Algo que me causa desagrado.
Agradeço que percebam que a minha cadela não é nenhuma pega, meretriz, concubina, prostituta canina. Caso não respeitem este aviso, serão recebidos à mangueirada. Mais, se ela aparecer grávida terão todos de assumir a vossa responsabilidade.
Espero que não me obriguem a perguntar: Mas quem será? Mas quem será? Mas Quem será? O pai do cachorro. Eu sei lá, sei lá. Eu sei lá, sei lá.
Obrigado pela atenção,
Assinado: Dono furioso e farto de ouvir cães alheios a ganir à porta da sua residência

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Magicantasticanimadelicamente


Olá amigos… Sentiram a minha falta? (Eu no fundo sei a resposta a esta pergunta).
Agora perguntem-me o que me traz cá hoje? (é provável que ninguém acerte)
Bem, como premissa tenho a conclusão de um estudo feito, claro está, naquele país que tem um cão de água a viver numa casa caiada. O estudo conclui que o conteúdo de uma música influencia a nossa maneira de pensar. Nesse sentido, quanto mais ouvirmos a música, mais “contaminados” estaremos por ela.
Torna-se então importante reflectir sobre as músicas que estiveram nos tops este ano, sendo que por impossibilidade da minha parte (não vejo o top +), só vou falar daquela que eu me acabei de lembrar.
Decidi destacar a música “Love the way you lie” (sem querer criticar a parte artística da “coisa”). Hum, esta música está sempre a dar na rádio, vende como terra e tem a Rhianna e o Eminem como Intérpretes (e a Megan Fox com o “rapaz” da série”Lost” no vídeo-clip). Falando agora do conteúdo (não me lembro do nome do rapaz porque não tirei os olhos da Megan, anyway…). Violência doméstica. Corrijam-me se estiver equivocado, mas esta música fala duma relação tortuosa que termina sempre em pancada (e lá disso percebe a Rihanna. Ah e já olharam para a Megan Fox no vídeo-clip? Eu não paro de olhar). Acho que já estou a divagar de mais. O que eu queria extrair daqui e tendo por base o estudo que vos falei, se esta música vende muito é porque muita gente a ouve. Sendo assim e visto que a mensagem incita ao “tough love” (à lá Rihanna), isto significa que as pessoas, ao ouvirem tão singela canção, terão uma maior probabilidade de andarem à “batatada” com o seu par. Enfim, não sou eu que digo ok?
Ah bolas, já enrolei de mais. Eu queria centrar-me na parte lúdica da música e já andei a falar de outras coisas (a culpa é da Megan ok). Posto isto, o que eu vos quero falar é das mensagens que podemos passar através de uma música.
Uma música transmite uma mensagem (umas vezes clara, outras nem tanto), portanto pode servir para dizer alguma coisa a alguém.
Eu passo a explicar. Em vez de dizermos “Eh pah não vales nada, vai passear”, dedicamos a essa pessoa a música “Fuck it” do Eamon (lembram-se?).
Se quisermos dizer à pessoa que ela é podre de boa e que queremos fazer sexo com ela numa loja de doces (mensagem muito recorrente não é?), podemos usar a música “Candy Shop” do 50 cent.
Se nos apetecer comentar com o/a sujeito/a que gostamos de Rabos grandes, sugiro um “I like big butts” do Sir Mixalot.

Se queremos terminar com uma pessoa (ou afins), acho que a música com que vos deixo é perspicaz e eficaz.



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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Quero os meus 3 desejos. Já!


Olá meus amigos.
Começo este post por vos perguntar. Donde vêm os génios?
Onde é que encontramos a genialidade? Estará ela dentro de nós, naquela zona do cérebro que não usamos.
Será que só o inconsciente recorre a ela?
Bullshit.
Os Gregos consideravam que a genialidade era apenas uma mensagem que um ser místico (Daemon) transportava. Sendo que a pessoa que recebesse essa visita era um predestinado. Estes Daemons limitavam-se a dizer aos gregos aquilo que eles deviam escrever e assim surgiam obras-primas (mas que não eram exactamente obras deles).
Ora bem, os romanos como copiadores que são, acreditavam na mesma coisa, mas chamavam a esses seres divinos extrínsecos, Génios.
E assim chegamos a nossa civilização. Nós resolvemos colocar o génio dentro de nós próprios e pimba… De repente somos divindades, porém só os escolhidos são génios.
Mas o que é exactamente um génio hoje em dia?
Bem, é alguém que vende (e que pelo menos deve ter alguma qualidade no produto que tenta vender, se não, passa de génio a vigário).
Em todo o caso, prefiro a ideia que a genialidade é uma coisa que nos chega do exterior. Uma maçã que me cai na cabeça, uma banheira que transborda quando eu entro dentro dela (Eureka), uma paisagem bonita que me apetece pintar (por palavras, porque a desenho nem galinhas sei pintar). Assim, se a minha obra não for genial, a culpa não é minha, era o génio que se avariou no caminho até aqui.

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Já me ia esquecendo!


Olá amigos! Há já algum tempo que não vos escrevia. Peço que me perdoem e que prezem o meu esforço por tentar escrever enquanto bocejo e bocejo e bocejo.
A verdade é que, visto que sou humano, sou afectado por factores psico-biológicos, como o cansaço. Mas com a breca meus amigos! Estar cansado é horrível. É ao estar exausto que me dou conta das minhas limitações e isso é chato. Queria ter energia e tempo para fazer tudo, porém dou por mim a fazer tudo para me esquivar ao que deveria estar a fazer, enfim.
Bem, mas este blog não foi feito para desabafos (quer dizer, já nem me lembro porque razão o fiz). Sendo assim, passarei para o que me traz aqui hoje.
Pensei em falar-vos de um filme (Sem aviso: a História de James Brady), mas fica para a próxima. Por hoje queria falar da nossa memória, ou falta dela.
O ditado popular declara que “o povo tem memória curta”. Bem, a ciência prova que não. Supostamente, o “povo” tem dois “armários” distintos no córtex. Um para a memória de curto-prazo e outro para a memória a longo prazo.
A verdade é que a curto prazo, esquecemos uma e “arquivamos” a outra. Principalmente quando as memória são positivas. Penso que uma memória negativa suplanta 10 positivas. O que até é compreensível, devido às marcas que uma pode deixar. O que já não é compreensível é que as pessoas ofusquem tudo o que lhes aconteceu de positivo, com um acontecimento menos agradável. Em princípio, temos muito espaço para guardarmos memória, no entanto as más recordações não conseguimos arquivar com tanta facilidade. O pior é que isso condiciona o nosso comportamento, as nossas atitudes, a forma como nos relacionamos com os outros.
Isto cá em cima devia funcionar como um computador, lembrávamos o que queríamos e mandávamos o resto para a reciclagem, para não gastar disco rígido.
Os condicionamentos que vamos tendo durante a vida acabam por ser memórias más, que com o tempo viram cicatrizes. Enquanto que as memórias boas permanecem arquivadas e “escondidas”. Isto leva-me a querer que é muito mais fácil estar triste do que feliz. Para estar feliz temos de nos lembrar das razões que nos levam a permanecer assim, por outro lado, para estar triste basta accionar as memórias ou lembrar cicatrizes.
O meu conselho é, por mais cansados que estejam, por pior que a vossa vida corra, lembrem-se que, quase de certeza, o número de acontecimentos maus na vossa vida não suplanta os momentos bons. Viver implica sofrer aos bocadinhos e ser feliz nos entretantos.
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