sábado, 12 de maio de 2012

With great power comes great awesomeness


Olá amigos, já há algum tempo que não vos escrevia, lucky bastards. A verdade é que para retomar o meu blog, decidi falar-vos de super-heróis. Pois é, na altura em que precisamos mais deles, insistem em manter-se em vias de extinção, a não ser na tela de cinema. Aí amigos, temos para todos os gostos, vestidos de preto e orelhas pontiagudas, vestidos de latão, até mesmo com as cuecas por cima das calças. Temos super-heróis com side-kicks gays, temos verdes, temos tudo. Assim sendo, a única forma de matar a fome por super-heróis é ir ao cinema e alhearmo-nos do nosso mundo demasiado realista. Daí que a maioria dos filmes com super-heróis tenha tantos espectadores, ou queremos ser como eles ou queremos que eles existam.
Bem, talvez existam, menos extravagantes e a usar boxers por baixo da roupa. Talvez o único superpoder que tenham seja a vontade. É provável que não tenham muitos espectadores, porque um herói não quer publicidade. Em princípio não terão um super-vilão acoplado e não serão necessariamente americanos. Se calhar nem serão estupidamente bem-parecido e com a depilação feita. No fundo para ser super-herói hoje em dia, basta que sejamos fieis a ideais e que lutemos por um mundo menos mau. Basta que não baixemos os braços frente a adversidades, implica que tenhamos muito medo (é o nosso super-vilão), mas que esse seja derrotado pela nossa coragem (é o mais parecido que podemos ter com super poderes).
Apesar disso, acredito piamente que eventualmente uma aranha me vai picar, ou que vou ser tão rico que irei construir um fato nada homossexual e cheio de estilo, quanto a ser verde dispenso.

P.S.  I`m Batman
I`ll smell you all later

quarta-feira, 21 de março de 2012

Coisas estranhas na nossa casa - parte II


Em primeiro lugar é importante reter que piaçaba é o nome de uma palmeira. Posto isto, vim-vos falar do outro piaçaba, aquele que de palmeira tem muito pouco, a não ser que vocês limpem o cocó da sanita com palmeiras. O que, verdade seja dita, iria requerer uma boa dose de imaginação e força. Para além disso é, igualmente, necessário perceber que o nome piaçaba se refere à escova em si e não ao cabo, deixando o cabo órfão de nome. (aceito sugestões, mas para mim aquele utensilio deveria chamar-se “pau de piaçaba”, de forma a não ostracizar o cabo, que afinal de contas é o que sustenta a escova que mais cedo ou mais tarde estará na merda). Queria também salientar o meu desprezo por todas aquelas pessoas que tratam o piaçaba como “piaçá”. Que eu saiba, na língua portuguesa não existe o “ba” mudo, de maneira que se está lá, é para se ler. Porque se não, metam o piaçá no rá, ok?

Não sei se quero acrescentar alguma coisa. Pronto, não quero!

I`ll smell you all later 

quinta-feira, 1 de março de 2012

silêncio e sol


A solidão é dos sentimentos mais irónicos que existem. Como é possível sentirmo-nos sozinhos quando sete mil milhões de personalidades nos rodeiam? É incrível a falácia que esta interrogação apresenta. As pessoas não nos rodeiam a nós, rodeiam espaço que nos circunscreve. Porém esse espaço é comum, não nos pertence, no nosso espaço só deixamos entrar determinadas personagens em determinados momentos.
A solidão pode ser momentânea ou pode ser duradora. Podemos nos sentir sós no meio de uma multidão, porque quem nos preenche não está lá. Existem preenchimentos voláteis que nos acalmam a sensação de estar só durante um certo tempo, mas é inevitável que, por vezes, uma sensação de vazio prevaleça. Às vezes queremos ser sós, mas não estar sós. Percebem? Há um espaço muito dentro que não partilhamos, ou quase nunca partilhamos, mas gostamos de ter pessoas com que sabemos que caso queiramos revelar esse espaço, elas lá estarão para o abraçar.


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P.S. Este post é dedicado a todos aqueles que se sentem maltratados, ostracizados, abandonados. Não há razões melhores ou piores para se sentir a solidão. Não é uma coisa racional, não há solidões mais justificáveis do que outras. Desde aqueles que não têm ninguém, aqueles que acham que não têm. Só, está o sol e ele não se esquece de brilhar.
Enfim, amanha será sempre outro dia.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

50/50


E se de repente fossemos confrontados com um vocabulário técnico e desumanizado e que a única coisa que conseguíssemos retirar fosse que temos cancro? Um tipo de cancro raro e devastador, a avaliar pelo nome demasiado comprido e específico. Se a esse juntarmos a incompreensão por aquilo nos ter surgido no suposto apogeu da vida, sendo nós pessoas aparentemente saudáveis e o facto de estatisticamente só termos 50% de hipótese de sobreviver.
 Este é pois um previsível epiteto de um “dramalhão” de fazer chorar as pedras da calçada, tirando o facto de não o ser. Esta pelicula, protagonizada pelo Joseph Gordon-Levitt, ganha por aligeirar a dor, sem nunca aligeirar a temática. Não se goza com quem tem cancro, mas antes com o próprio cancro. Passamos 1h30 a oscilar entre gargalhadas ensurdecedoras e lágrimas furtivas. O triângulo de actores composto pelo Joseph, o Seth Rogen e a Anna Kendrick dão cor a uma, suposta, história marcada a preto. No final do filme vamos reflectir e pensar sobre a nossa vida e sobre a condição humana. O impacto do filme varia de acordo com a sensibilidade que se tem à dor do próximo, mas dificilmente nos deixará indiferente.
Em contagem final para os Óscares, este pareceu-me ser um filme que mereceria estar nomeado. Um dos melhores que vi este ano.

P.S…O blog já fez dois aninhos. Ora bem, nesta idade eu já conduzia, fartava-me de ver apêndices mamários, tinha uma “cabeçorra” monstruosa e comia Nestum.
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domingo, 8 de janeiro de 2012

Carta de absolvição


Olá amigos. Este ano decidi que quero aprender a tocar piano. As más noticias é que já decido isso vai para três anos consecutivos e, até ver, o mais perto que tive de tocar piano, foi quando fui a uma loja e de facto literalmente toquei num piano. Bem, talvez o mais semelhante a um piano que tenha, seja o meu teclado, espero que a música que sai dele vos agrade.
Feita, mais uma, das minhas divagações inconsequentes iniciais, vou entrar no tema principal. Riscos. Jogar pelo seguro é uma coisa que, como todas as outras, não deve ser utilizada excessivamente.
Utilizamos políticas gastas, métodos de ensino rigorosos e padronizados, deixamos de criar pensadores, para começar a criar debitadores.  Amigos, os nossos maiores limites, somos nós próprios que os colocamos. Não devemos ter medo de arriscar. Prefiro ser um “loser” e pelo menos ter tentado, do que ficar na sombra a minha vida toda. Se nos cortam as pernas, temos de tentar voar. As amarras que nos agarram, fomos nós que as comprámos. Temos o direito e o dever de usar a democracia e sermos audazes, partilharmos as ideias. A política do mal dizer não chega para ir a lado nenhum. Se eu sei que está mal, não vale a pena ressalvar e desgastar mais, o segredo está em procurar soluções. Certo que procurar é diferente de encontrar, mas se não procurarmos torna-se muito mais difícil encontrarmos. O fatalismo é para os fatalistas que pairam por aí. Eu vivo e enquanto vivo quero mostrar que vivi e vou vivendo. Podem esquecer a minha cara, mas eu quero que se lembrem da minha pegada. Acho que esta é a forma mais equilibrada de pensar. O derrotismo só acelera a derrota. Por isso mesmo, chega de apenas aplicarmos o que já foi aplicado o que vem nos manuais, o que os outros dizem, o que os outros escrevem. Pensem por vocês. Ao pensarem por vocês, estarão a pensar em todos nós.
Já que somos livres, então chegou a altura de nos mostrarmos livres.
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domingo, 1 de janeiro de 2012

2012 à Futre


Pois bem amigos, um ano à Futre é o que vos desejo a todos. “Oh grande mestre, que quer dizer isso?” – Perguntam vocês. Ora bem, um ano à Futre é um ano cheio de acontecimentos geradores de dinheiro. Um ano à futre é um ano em que vamos aparecer em todo o lado e experimentar um pouco de tudo (desde tentativas a cargos directivos no Sporting, a anúncios do licor beirão, ao Vibroplate, ao Dakar, à Meo, enfim a tudo). Futre é pois o maior emplastro empreendedor dos nossos tempos. Expressões como “dar uma à futre” devem ser integradas na língua portuguesa, pois são sinónimos de boa fortuna. Aliás, para quê 12 desejos? Bastava pedir “quero ser o Paulo Futre” para tudo se realizar.
Parvoíce à parte, espero para vocês o mesmo que espero para mim (menos aquilo que possa entrar em conflito de interesse, como ganhar o euromilhões). Divirtam-se muito este ano e, independentemente de tudo o que nos f.. lixa, não desistam. Lutem para f..-los também.
Estes são os meus mais sinceros desejos para todos (os 2?) internautas frequentadores do meu estaminé.
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P.S. Este post é dedicado aos 16+1 seguidores. Sendo que o plus one é o melhor seguidor chinês da actualidade e vai trazer Charters de mais chineses para o meu blog. “chop soi” para todos eles.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Omeletes sem ovos


  Amigos, estou farto de viver em crise. Vivo em crise desde que nasci e desde que nasci que me habituei a ouvir as culpas voarem das mãos de uns para os outros. Somos incapazes de perceber que a crise não é somente culpa dos políticos, dos banqueiros e dos empresários. A culpa é de todo um sistema que se anda a colapsar e que tem como intervenientes todos nós. Vivemos num mercado liberal, com muito pouca supervisão, vivemos num estado em que quem quer fugir aos impostos só tem de colocar todo o seu dinheiro numa conta off-shore. Vivemos num mundo onde os ricos se camuflam e os de classe média pagam as contas. Estamos perante um descalabro e precipitamo-nos para um futuro onde a classe média parece não subsistir. Vão sobrar ricos e pobres. Precisamos de um sistema novo? Claramente. Mas até lá irão surgir revoluções e contra-revoluções a tentar passar gato por lebre. Isto é, a tentar usar ideologias extremistas e antigas, por novas e necessárias. É errado viver num mundo onde o futuro acaba em 2013 (e não, não tem nada que ver com a profecia dos Maias). O mundo acaba porque se esgotou e consumiu a si mesmo. Culpamos os políticos, mas no entanto nós também vivemos acima das nossas posses. Será somente para comprar comida que nos sobre-endividamos? As empresas de crédito estão de boa saúde e recomendam-se, a nossa divida privada é mais alta que a dívida pública. Lá está, nós vivemos acima das nossas posses, ou vivíamos…
  O desemprego aumenta dramaticamente, em especial para os jovens licenciados. Numa altura em que a troika nos impõe reformas estruturais (que já estavam prometidas à anos), é engraçado perceber que uma das razões para o desemprego dos licenciados é o facto de existirem demasiadas vagas em cursos que, sabemos de antemão, não precisam de tantos profissionais. Caímos na era do facilitismo em que ajudamos os alunos maus a ter um curso e não nos preocupamos que esses podem mais tarde vir a lutar pelos mesmos postos de trabalho que os bons. Que me interessa ser fácil ter um curso, quando um papel não me serve para nada. Seria mais vantajosos, tanto a nível económico como social, reduzir as vagas em cursos sobrelotados. Psicologia, enfermagem, direito, história, filosofia… Todos os anos saem mais licenciados do que são necessários. Para quê? Para as estatísticas? Por outro lado cursos como medicina e outros continuam com médias altíssimas de entrada, que a avaliar pelo número de casos que todos os anos assistimos de negligência médica, não é significado de futuros bons profissionais. Aumentar vagas em cursos em que há falta, e reduzir aqueles em que já há demais. Ao mesmo tempo nota-se uma desigualdade profunda em termos de repartição do dinheiro que chega às Universidades. As bolsas não são distribuídas em conformidade, não há monotorização depois de receber a bolsa e continuamos a deixar que as faculdades dêem mais prejuízo.
   Enfim, teria muito por onde falar. Como solução imediata proponho que o Benfica seja campeão e Portugal Ganhe o Euro (assim o país deixa de estar em crise durante uns tempos).
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