
Olá amigos. Tenho uma pequena (grande) dúvida. Quem é que foi o sujeito (ou sujeita, para não dizerem que sou sexista) que inventou a mentira?
A população feminina do blog, logo se apressará a dizer que foi um homem. “Ah e tal o homo erectus chega a casa às tantas e diz para a sua mulher erectus que esteve a caçar, quando no entanto esteve erectus foi com outra”.
Por outro lado a população masculina dirá que foi a mulher; “Ah gostas da minha pancinha, achas sexy? Mentira”.
Sinceramente interessa quem tem a patente da mentira? (Se bem que eu acho que são os moços da TVI, que insistem em dizer que fazem programas de qualidade, anyway…)
Já pensaram como seria o mundo sem a mentira? Seria melhor ou pior?
“O jantar está bom filho?” “Não mãe, está uma bela porcaria!”
“Achas-me mais gorda” “Sim, pareces um barril de pólvora com um aeródromo a fazer de rabiosque!”
Enfim, concluo que a mentira (assim como quase tudo na vida) é necessária e boa, se for bem utilizada.
Não devemos mentir (como diz a minha mãe). Mas não devemos causar sofrimento e tristeza nos outros, se esta for desnecessária. As chamadas “white lies” permitem-nos viver em sociedade. Não obstante, a mentira pode se descontrolar, expandir-se e tomar proporções catastróficas (olhem para a guerra do Iraque, ou para a generalidade dos políticos).
A verdade é que sem mentira não havia cinema, teatro, literatura. A problemática surge quando o cinema extravasa para a realidade e passamos a viver num mundo feito do faz de conta.
Hoje nos dias que correm toda a gente parece ser mas não o é. Vivemos em constantes crises de identidades e, às pás das tantas, não sabemos o que é verdade e o que não o é. Isto porque quando a mentira é profunda, torna-se a nossa verdade.
Por isso; usem a mentira com cuidado e não se percam dentro dela!
I`ll smell you all later
P.S Vejam o filme “the invention of lying”, é de rir e chorar por mais.