
“Não gosto de pessoas” … Uso esta frase muitas vezes e, sim, eu sei que também sou uma pessoa (em principio).
Eu passo a explanar. Obviamente, não odeio a raça humana (apesar de gostar mais dos meus cães do que de muita gente), o que me irrita é a condição de falta de abnegação e a crescente alienação do mundo.
As pessoas queixam-se e queixam-se. Até os mais insignificantes problemas tornam, rapidamente, em dúvidas existenciais (eu próprio sou assim muitas vezes). Somos incapazes de olhar para o lado, vivemos a pensar que apenas o nosso umbigo tem importância. Desvalorizamos todo e qualquer problema alheio e muitas vezes a desgraça alheia só serve para nos massajar o ego e nos tirar da condição de miseráveis.
O egoísmo vigora em grande parte das nossas atitudes, enfim, às vezes ser “humano” é tentar contrariar a nossa própria natureza de desumanos.
Precisamos de chapadas na cara para percebermos que o mundo não é um círculo fechado em nós. Só quando sentimos aquela sensação de perda é que decidimos deixar de ver só o nosso lado e nos apercebemos que há mais gente a respirar o mesmo ar.
É por isso que devemos contrariar o que “supostamente” nos é intrínseco.
Até porque, é por comodismo que agimos assim. Dá muito trabalho ser genuinamente interessado nos problemas que não nos afectam directamente.
Mas não quero generalizar. Todos temos este lado mau,é verdade, não obstante, o nosso lado bom (que em principio coabita com o outro “mauzão”) também influencia as nossas decisões. Cabe-nos agora escolher o lado que queremos seguir.
Eu cá acho que já escolhi o meu (apesar de ás vezes não o seguir). Porque no final… Nobody's perfect.
I`ll smell you all later